O Estado tem uma dívida pública consolidada de R$ 5,7 bilhões. Dá uma nota promissória de R$ 3 mil e 600 para cada um dos moradores, de mamando a caducando. Deste volume, R$ 1 bilhão e 630 milhões são de empréstimos com bancos internacionais que exigiram de janeiro a agosto um custo de correção cambial (pela variação do dólar) de R$ 465 milhões.
Fora juros, encargos e amortizações que exigiram no período o desembolso de R$ 320 milhões. Ainda assim, se programa para esta quarta anúncio de benefícios aos servidores públicos que tem melhores condições do que aqueles 1 milhão e 500 mil que sobrevivem na iniciativa privada, dependentes de investimentos públicos.
O governo tem, frise-se, aplicado mais que o exigido em saúde (17,61% contra 12% constitucionais) e na educação segue próximo (22,91% contra mínimo de 25%). Na educação, como é praxe, se acerta no final do exercício com o Fundeb. Caso contrário, comete crime de responsabilidade. Investimentos, no entanto, apenas R$ 226 milhões.
A saída é tomar mais dinheiro emprestado e abrir a economia a investidores. Gente que tenha grana para faturar com rodovias, turismo, pequenas hidrelétricas, energia solar e na exploração do subsolo, rico em ouro, ferro e outros metais com mercado internacional. Ou não consegue cumprir seu papel de investir. O governo, assim, tem se rebolado.
O governo acena com um projeto de privatização (que ele denomina de concessão) da ordem de R$ 9 bilhões. Já deu início ao chamamento. Mas há outras possibilidades que inexigiriam a entrega desse capital.
Remanescem do último governo, entretanto, projetos que foram propostos ao governador do Estado a que não foi dado o encaminhamento devido. Tanto junto à população quanto aos deputados. Contra esse R$ 9 bilhões da privatização/concessão, um daqueles projetos estimavam um ganho de R$ 20 bilhões com títulos verdes. E outros R$ 10 bilhões apenas com o aproveitamento sustentável das margens do rio Araguaia.
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