Não parece ser coisa séria. Vence nesta terça-feira o prazo de quinze dias para o governador afastado Mauro Carlesse protocole sua defesa no processo de impeachment no Legislativo Estadual. Carlesse foi notificado no dia 27 de dezembro. Prazo de 15 dias para defesa. Até esta segunda ainda não o tinha feito e não por omissão, mas falta de informações do Legislativo.
Os deputados encontram-se de recesso até 1º de fevereiro. A defesa de Mauro Carlesse ainda não sabe do que o governador afastado é acusado pois não teve acesso ao processo. Só recebeu cópia do parecer da procuradoria da Assembléia, sem acesso a documentos, provas, como iria se defender é uma incógnita.
Não só isso: pior!! Protocolou a defesa de Carlesse no último dia 4 de janeiro um pedido de informações à Comissão Processante sobre se os prazos correriam no recesso.
A dúvida é razoável. Na Justiça (CNJ) há também o recesso em janeiro. E, claro, o recesso parlamentar no Legislativo estadual em curso. Decorridos seis dias do pedido, a Comissão até esta segunda não havia informado à defesa de Mauro Carlesse.
A confusão e falta de transparência aprontadas dá mais contornos à avaliação política de que os parlamentares estejam propensos a adiar o quanto puderem a apreciação do impeachment. E que não é novidade para o leitor do blog que já foi apresentado a este raciocínio.
Caso contrário diriam (oficiariam) com todas as letras: o prazo corre no recesso e a comissão será convocada extraordinariamente para cumprir os prazos regimentais e constitucionais, contados a partir da notificação.
Um processo que trata da cassação de um governador eleito pela população do Estado tratado como um passeio no parque num final de semana qualquer.


