O pedido da deputada Vanda Monteiro para deixar o UB (como divulgou o T1 Notícias da jornalista Roberta Tum nesta quarta) ilumina o comando e liderança da senadora Dorinha Seabra no partido.
Dorinha tem assistido inerte à manipulação da legenda pelo deputado federal Carlos Gaguim em favor da deputada Janad Valcari que é do PL como se o UB não tivesse uma deputada estadual pré-candidata.
Vanda Monteiro obteve 8,68% dos votos para prefeito em 2020. A segunda deputada mais votada do UB em 2022 (17.995 votos/7.325 dos quais em Palmas).
Janad obteve 13.444 votos na Capital no ano passado mas o PL tem outra direção: o senador Eduardo Gomes.
A omissão política de Dorinha no silêncio, como se vê, opera resultados. E provoca uma indagação: Dorinha teria entregue o comando político do UB a Carlos Gaguim.
Ou estaria fazendo o deputado de ponta de lança para defenestrar Vanda em favor de Janad e, definitivamente, afastar-se de Wanderlei Barbosa como já teria, por suas ações, se distanciado de Cínthia Ribeiro.
É provável que a Senadora não imponha dificuldades à saída da deputada (a janela partidária só contempla vereadores), mas Vanda antecipou o jogo. E o UB poderá embarcar na canoa do PL, deixando de ser protagonista para mero coadjuvante.
Agora de público e a oito meses das eleições. Ou seja, seus ativos podem derreter muito antes do tempo, reduzindo o seu poder de negociação.
Isto porque em política (e na vida) ninguém quer o que já tem que, por simples lógica (lei da oferta e procura) assume menor valor do que aquilo que não se tem. Político vai atrás é do que não tem.
Uma movimentação que gera passivos antecipadamente já que Vanda deve ter seus apoiadores na legenda.
Obviamente, depois disso e por causa disso, Carlos Gaguim poderá, com razão justificada, dizer que, se não tomou um partido de Dorinha lá atrás para entregá-lo ao então governador Mauro Carlesse, como atuou publicamente, o teria conseguido para ele próprio em 2024.
Não sem a ajuda da própria senadora Dorinha.


