Sábado, 24 de Out de 2026

Vai beneficiar cerealistas que comprarão o produto lá fora mais barato e o venderão no pais com preços mais caros pela tributação interna, diz ao blog ex-Ministra da Agricutura sobre alíquota de importação de alimentos

01/06/2022 417 visualizações

“Na verdade vai fazer os cerealistas ganhar mais dinheiro comprando arroz mais barato lá fora e comercializando aqui, comparando (vendendo aqui dentro) comparando os preços com o da parte que tem imposto”.

A declaração foi dada ontem ao blog pela senadora Kátia Abreu (PP/TO), ex-ministra da Agricultura no governo Dilma Roussef, ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (30% do PIB e dos empregos) e ex-presidente da Bancada Ruralista no Congresso.

Kátia referia-se à decisão do governo Jair Bolsonaro de reduzir a alíquota de importação do arroz, feijão e carne, argumentando combater a alta dos preços dos produtos alimentícios. Nos últimos 12 meses a inflação é de 12,13% (IBGE).

O Brasil é o segundo maior exportador de carne do planeta. Não se vislumbra por que motivos uma redução de alíquota de importação baratearia o produto no país que, na verdade, não precisa comprar carne lá fora.

O país consome – conforme o Ministério da Agricultura – 10,8 milhões de toneladas de arroz anualmente e produz (ainda segundo o mesmo Ministério) o equivalente a 11,6 milhões de toneladas anuais. No feijão, a conta é praticamente a mesma: produz 3,1 milhões de toneladas por ano e consome 3 milhões de toneladas.

No Estado, a exemplo do país, pouco se dará. É o que se infere (com boa dose de razão numérica) da avaliação do secretário estadual da Fazenda, Julio Edstron: “Não, até o momento não houve impacto sensível nos preços dos produtos finais. O principal motivo é a oferta e procura daqueles itens. Infelizmente, até o momento a diminuição é simbólica porque a inflação ocupa os espaços das reduções.

E Bolsonaro volta às suas motociatas sem capacete e com os problemas do país solucionados, como entendem os bolsonaristas.

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