A sociedade política e a sociedade civil deveriam aproveitar os 32 anos de criação do Estado para uma reflexão.
Desde o orçamento de 172 bilhões de cruzeiros de 1.989 (primeiro orçamento) aos R$ 10,6 bilhões de receitas previstas para este ano, o contribuinte financiou o poder público com recursos que superam a R$ 150 bilhões.
Dinheiro que saiu do suor do trabalho e da renda da população.
E o que se tem: um rendimento domiliar per capita de R$ 1.056,00 (mínimo no país é R$ 1.045,00). Ou que apenas metade da população economicamente ativa estaria ocupada. E destes, só 42% na formalidade.
Teríamos, num universo de uma população economicamente ativa de 1,2 milhão (acima de 14 anos), 935 mil pessoas desocupadas ou na informalidade.
E o que teve em troca de investimentos (uma das atividades fins do poder público que gera emprego e renda) apenas 3,6% de todas as despesas nos dois primeiros quadrimestre do ano.
De outro modo: 96,4% de tudo que entregou ao governo, a população recebeu apenas 3,6%. O resto a máquina engoliu financiando a si própria.
E uma dívida pública de R$ 5,7 bilhões pendurada no seu bolso. O equivalente a 57% do orçamento anual e a 15% do PIB regional que consome mais de meio bilhão de reais anuais só com amortização e juros.


