Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Ufanismo da federalização da TO-020 contrasta com o tratamento dado pelo governo federal à BR-010 que, inaugurada há 64 anos, tem mais trechos sem asfalto do que pavimentados!!

05/03/2024 682 visualizações

O governo considerou um ato histórico a federalização do trecho de rodovia entre Palmas e Aparecida do Rio Negro. Um trecho de 66 km. A BR-010 tem uma extensão de 1.959,6 km (Wikipédia).

Deve ter suas razões políticas e não se pode retirar o seu exercício quando diz respeito a prerrogativas de um governo eleito, muito embora os fatos não dêem tanto espaço assim para ufanismos.

A lógica política é que Palmas era, até agora, a única Capital  que não era servida por uma rodovia federal. Agora não seria mais.

Não se tem números para comprovar em que isto teria prejudicado a cidade, mas "quer dizer": poderia. E que com a BR-010, seria a rodovia melhor cuidada pelo governo federal.

E aí o primeiro senão: fora assim, essa BR-010 – inaugurada em 1.960 – não seria esse mosaico de asfalto e terra e que no Tocantins, até hoje, tem apenas dois pequenos trechos asfaltados. O tráfego é alternado com as rodovias estaduais.

Ademais, para oficializar a federalização, o governo teve que investir recursos do Estado na recuperação das rodovias federalizadas.

Montante que  - seguindo a própria política de concessões de rodovias do governo federal – poderia ser gasto para concessioná-la a empresários.

Como o governo federal faz com a BR-153 (e fez com a rodovia Brasília/Goiânia e faz por todo o país), auferindo receitas da outorga para novos investimentos.

Com isto, livrando-se de novos custos e dos empresários do agro que transportam suas cargas acima do peso sem pagar pedágio. Disputando, com seus bi-trens, espaços na rodovia com usuários comuns.

São as leis de mercado. E que o Estado parece seguir no atraso com a política anacrônica e seletiva nas concessões públicas a empresários. Sugerindo, em dado momento, fazer uso da prerrogativa de escolha política do Estado máximo.

No que pode ser confrontado, não muito longe, com a concessão do patrimônio estadual que entregou ao governo federal nos trinks para ser concessionado.

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