Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Tribunal nega disposição de sindicalistas "deltas" a entidade sem carta sindical e médicos concedem-lhes licença de até 60 dias. Justificativa: estresse!!!!

luizarmandocosta 12/02/2020 771 visualizações

O negócio não vai muito bem para os tais "deltas". Dois deles que integravam a última diretoria do Sindicato dos Delegados, conseguiram licença médica de 60 e 45 dias.

A entidade, como é público, foi utilizada como verdadeiro Forte Álamo dos deltas na sua luta contra o exercício, pelo governo, de suas prerrogativas e  competências constitucionais, com a justificativa de combate a desvios.

A primeira licença médica, do ex-presidente da entidade, foi concedida a partir de 17 de janeiro e a última, de outro ex-diretor do Sindicato, com data de 2 de fevereiro de 2020.

Em ambos os casos, o médico justificou a licença como stress. Deve ter suas explicações técnicas e não se pode negá-las, tanto aos pacientes como ao médico. Da mesma forma que não se deve, a priori, refutá-las como indevidas simplesmente por suposições aleatórias.

Mas há um evento adicional no meio disso tudo: as licenças foram concedidas após o Tribunal de Justiça ter negado aos dois delegados a disposição (licença remunerada) da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil.

Explico: após deixarem os cargos no Sindicato (uma nova diretoria foi eleita) os deltas buscavam ficar liberados pela Fendepol. Evidentemente se pode inferir por quais motivos. Os deltas teriam sido eleitos para a Fendepol para o período 08/06/2019 a 07/06/2022.

O problema é que esta entidade não tem carta sindical o que impossibilita a disposição. A decisão da desembargadora Etelvina Maria Sampaio é de 9 de janeiro de 2020. Uma semana antes das licenças médicas.

O Pleno do Tribunal de Justiça não acatou a argumentação de perseguição política (como fora processada a questão na imprensa). Até porque o governo não teria negado a disposição, apenas a sobrestado em 26 de dezembro de 2019 à espera de decisão judicial, pela explicita ilegalidade, dada a própria aceitação dos delegados, da falta de carta sindical da entidade.

Como se nota, a informação tem mais de mês. E até agora os deltas e seus tributários a negavam ao distinto público por, a lógica sugere, contrariar seus interesses que, como se evidencia, podem não ser os mesmos do mesmo público que requer transparência na administração da coisa pública.

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