O ex-prefeito Carlos Amastha coleciona, como a maioria dos demais políticos, soma de adversários. Dependendo dos interesses envolvidos, até inimigos.
Não raro é relacionado a negócios considerados não republicanos de forma até leviana posto não pesar sobre o colombiano/brasileiro quaisquer condenações em definitivo.
Ainda que muitas das decisões políticas em que se envolveu, direta ou indiretamente, tenham suas consequências nem sempre bem avaliadas hegemonicamente pela população, no que são amplificadas pelos que lhe são contrários.
Pois sim! O Tribunal Regional Eleitoral (presidido pelo desembargador Helvécio Maia) não acatou o pedido de impugnação da candidatura de Amastha por parte de dois adversários figadais: Mauro Carlesse e Wanderlei Luxemburgo. Ambos até dias atrás interessados em disputar o mesmo cargo que Amastha tem buscado: de senador.
Ainda que os aliados de Amastha enxerguem o blog como refratário a suas movimentações e intenções, já em dezembro de 2020 o blog apontava a iniquidade dos vereadores da Capital de rejeitar as contas de Carlos Amastha, muito embora tecnicamente elas tenham recebido do Tribunal de Contas do Estado parecer pela sua aprovação.
Era uma ação da maioria parlamentar (que era comandada pelo vereador Marilon Barbosa, irmão do atual governador, de conhecidos embates, desde a Assembléia Legislativa com o ex-prefeito) que tinha endereço indiscutível: impossibilitar a elegibilidade do ex-prefeito dois anos depois.
Um método que não levou em conta a forma. Mas revelava que os opositores do ex-prefeito não vislumbravam condenação penal de Amastha de 2020 a 2022 que o tornasse inelegível. Tal como ocorre.
A Constituição da República que garante a presunção de inocência das pessoas é a mesma que deve ser aplicada ao ex-prefeito que é naturalizado brasileiro.
Sem decisão judicial o mais é opinião política (prerrogativa nas democracias) ou preconceito (no Brasil xenofobia é crime) pelo ex-prefeito Carlos Amastha ter origem colombiana.
Apesar de residir na Capital há quinze anos e ter implantado o maior shopping do Estado que, fora as críticas pontuais (grande parte delas provocadas pelo próprio poder público) é um dos maiores empregadores do Estado.
Se Wanderlei Luxemburgo não teve maioria no partido para sair candidato ao Senado ou Mauro Carlesse “brochou” na sua campanha (mesmo sendo elegível), Amastha vai em frente, como lhe permite a lei.
O mais é dor de cotovelo. Sendo o que é, Carlos Amastha deve estar como a expressão do colunista Ibraim Sued, de O Globo (na segunda metade do seculo XX): sorry periferia!!!


