O governo do Tocantins e as prefeituras do Estado não tem do que reclamar da União quando o assunto é as transferências federais.
O governo federal repassou a prefeituras e Palácio Araguaia de 1º de janeiro a 17 de fevereiro deste ano a soma de R$ 5,343 bilhões.
O valor, comparado aos repasses aos Estados de mesmo porte na região Norte do país, é eloquente. E, é possível deduzir, esteja ligado diretamente ao índice populacional do que à renda populacional.
O governo e as prefeitura do Acre receberam, no mesmo período, por exemplo, o valor de R$ 3,900 bilhões, Amapá (R$ 3,841 bilhões), Rondônia (R$ 3,781 bilhões) e Roraima (R$ 3,091 bilhões).
O Tocantins, é fato (censo IBGE 2022) tem a segunda maior população: 1,511 milhão de pessoas (a maior é de Rondônia, 1,581 milhão de habitantes) mas é maior do que os 830 mil habitantes (Acre), 733 mil (Amapá) e 636 mil (Roraima).
Tomando outro indicador federal para a distribuição do bolo de recursos federais, a situação pende para o Tocantins.
O Estado registra (dado mais recente IBGE/21) 7,2% de sua população na extrema pobreza/abaixo da linha de pobreza (R$ 70,00 per capita mensais). É um índice menor que os 7,4% (Rondônia), 10% (Amapá) e 16,5% (Acre).
Na pobreza (renda de até R$ 500 mensais) o Tocantins também tem indicadores melhores: 33,5% da população. Contra 31,6% (Rondônia), 45,1% (Acre), 46,1% (Roraima) e 46,8% (Amapá).
Ou seja, se tem uma das maiores populações, o Tocantins, por outro lado, registra, pelo IBGE, registra um menor número estatístico de pessoas na pobreza e extrema pobreza comparado aos demais Estados.
Pontuando, por certo, o caráter desfigurado do princípio do PIB invertido hoje utilizado como critério de distribuição dos recursos arrecadados pelo governo federal.


