O Tocantins até ontem à noite era o único Estado do país a não registrar óbitos pelo Covid-19 e menos casos na região Norte. E não por correspondência à densidade populacional, um dos parâmetros para medir-se a intensidade da pandemia e a necessidade de isolamento social.
É possível atribuir-se o desempenho em larga medida às ações preventivas do poder público estadual que antecipou-se à crise e tem organizado seus movimentos de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. E a população o tem aceito em grande escala.
Para 23 casos confirmados e nenhuma morte no Tocantins (população de 1,572 milhão de habitantes), o Amapá (782 mil pessoas) registrava até ontem 193 casos e três mortes.
Acre (816 mil habitantes) seguia com 72 casos e também três óbitos, Rondônia (1,7 milhão de pessoas) tinha 33 casos confirmados e duas mortes e Roraima (514 mil habitantes) apontava 75 casos e três mortes.
Os demais Estados da região Norte:Pará (8,2 milhão de habitantes) tinha 210 casos e dez mortes e Amazonas (4 milhões de pessoas), 1050 casos e 53 mortes, não competiriam (se é que isto fosse uma competição) com o Tocantins por densidade populacional ou orçamento.
Poder-se-ia estabelecer relação com orçamentos públicos. E aí o Tocantins poderia ter seu desempenho atrelado aos recursos de que dispõe (ou disporia) dado que é o maior orçamento dentre os Estados de pequeno porte da região Norte do país.
Superando em quase o dobro as receitas anuais de AC, AP e RR. E em 30% o orçamento de Rondônia com população é cerca de 13% superior à do Tocantins.


