A Secretaria da Fazenda é, em qualquer governo, a pasta mais visada pelos políticos. Seja pela vontade de controlar os recursos, seja pelo bloqueio dessa vontade. No que, ao final, dá no mesmo. Se você observar um político defendendo um Secretário de Fazenda, pode desconfiar que aí tem. Ou seja, a ponta foi quebrada.
Com efeito, Secretários de Fazenda são (ou deveriam sê-lo) preparados para dizer não quando o papo é a liberação descontrolada de recursos públicos. Na administração, se abrir uma porteira, passa-se uma boiada. Daí haver políticos que, não raro, vivem de tentar abrir a porteira. Quando conseguem, ganham os doutores e perde o distinto público que os sustenta.
A Secretaria da Fazenda do Estado há muito segue à risca o princípio do cofre fechado, com transparência dos números contábeis, à disposição do cidadão e das instituições públicas. A execução orçamentária está aí.
E isto fez bem para os recursos públicos. Juntando isto com o esforço fiscal de auditores, tem-se arrecadação crescente e despesas em declínio. Ainda há inconsistências na administração, mas elas não residem na Sefaz.
Exemplo eloquente disso foi o desempenho do Estado retratado no meio da semana pela Secretaria do Tesouro Nacional. O governo do Tocantins conseguiu a 8ª posição na classificação disponibilizada pela STN quanto ao nível de transparência e qualidade das informações contábeis e fiscais.
De 2020 a 2021, o governo do Tocantins ganhou 13 posições. Deixou o 21º lugar do ano passado para o atual 8º lugar. Não é pouco desempenho. Ainda mais considerando-se que um dos pontos fora da curva que apontam os adversários do Palácio Araguaia está justamente no questionamento do ajuste fiscal, para os quais o governo manipularia números.
A Secretaria do Tesouro Nacional certifica, agora, que não.


