O agronegócio do Estado exportou de janeiro a agosto deste ano o equivalente a R$ 7,177 bilhões. Destes, R$ 5,4 bilhões (75%) de soja e outros R$ 1,3 bilhões (18%) de carne. Um crescimento de 30,09% em relação ao mesmo período de janeiro a agosto de 2020.
Retirando a carne, apenas 2% das exportações dizem respeito a produtor da indústria de transformação. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia esta semana.
Como o Estado importou R$ 1,8 bilhões, um saldo superavitário na balança comercial de R$ 5,3 bilhões. Das importações (compra) 60% dizem respeito a derivados de petróleo e outros 16% de adubos e fertilizantes.
A carne e a soja pagam alíquota mínima de ICMS na movimentação interna e zero imposto de exportação. A soma indica que o Tocantins, apesar das promessas políticas, mantém-se na linha anacrônica de Estado de economia primária.
O incentivo fiscal à exportação de produtos primários leva, por outro lado, consequências. O aumento da pobreza, a falta de postos de trabalho e a exportação de empregos. Além, óbvio, da sangria no tesouro estadual.
Para esse crescimento de 30% do lucro dos produtores de commodities, a carne teve o preço reajustado (de agosto/20 a agosto/21) no mercado interno em 23,6% e o arroz 43,3%¨.


