Os números publicados ontem pelo governo dão mostras inequívocas de que não faltariam recursos para investimentos, sugerindo, assim, a necessidade de administração e planejamento dos recursos arrecadados. E negariam, por lógica, os dois empréstimos que o poder público pleita junto ao Banco do Brasil para investimentos e publicados esta semana no Diário da Assembléia: o primeiro de R$ 230 milhões e outro de R$ 180 milhões.
O tesouro estadual fechou o ano realizando receitas (que efetivamente entraram nos cofres) de R$ 11,073 bilhões para uma previsão inicial de R$ 9,611 bilhões. Destes, R$ 10,729 bilhões de receitas correntes contra previsão de R$ 8,583. De outro modo: arrecadou R$ 1,462 bilhões a mais que o previsto no início do ano para receitas realizadas. Foi obrigado a abrir créditos adicionais aos poderes e órgãos de R$ 726,495 milhões no exercício. E ainda fechou o ano com resultado primário (receitas/despesas sem juros e encargos dívida) de R$ 631,974 milhões positivos. Ou seja, superávit primário. E um superávit nominal de R$ 497,729 milhões.


