A base argumentativa dos frigoríficos não é só imponderável quanto aos efeitos da suspensão dos benefícios. E que se note: o governo não os extinguiu. Informa que quer ajustar as condutas e termos, mas os empresários dizem que já falta carne, produto terá preço reajustado e haverá desemprego.
A tese dos frigoríficos não resiste a uma confrontação simplória dos seus próprios números que terminam sendo sua própria anti-tese.
Eles informam que se não forem retornados os subsídios haverá desemprego e que o setor empregaria seis mil pessoas.
Ora, o governo anunciou que em cinco anos, os frigoríficos receberam R$ 900 milhões de incentivos. Ou seja: R$ 180 milhões por ano.
Com estes R$ 180 milhões, os frigoríficos empregariam, matemática pura, 15 mil pessoas por ano com um salário mínimo de R$ 998,00.
Como os frigoríficos informam seis mil empregados, estariam devendo nove mil postos de trabalho por ano!!!


