Depende dos ministros do Tribunal de Contas da União decidir nesta tarde oficializar proposta do Ministério da Infraestrutura de beneficiar o Tocantins com 75% do ágio do leilão da BR-153 previsto para a próxima quinta-feira.
O Estado pode ter, com isto, revertido em investimentos o montante estimado de R$ 688 milhões em 25 anos. O acordo foi construído entre a bancada congressista e o Ministério após as evidências de que o Tocantins sairia prejudicado com a concessão.
Pelo acordo fechado (sob coordenação da senadora Kátia Abreu e do deputado federal Tiago Dimas, coordenador da bancada), o Estado terá do 1º ao 5º o montante de R$ 177 milhões (44 km). Do 6º a 10º R$ 338 milhões e do 19º ao 25º um total de R$ 173 milhões totalizando ao final o montante de R$ 688 milhões ao Estado (175 km).
As negociações entre Kátia Abreu, Tiago Dimas, o Ministério e o TCU contemplaram mudanças no Edital. Antes, o Tocantins receberia R$ 177 milhões (do 1º ao 5º ano). Do 6º ao 20º ano o Tocantins não receberia nada e Goiás o total de R$ 1,3 bilhão. Goiás receberia R$ 385 milhões (do 1º ao 5º), R$ 818 milhões (do 6º ao 10º) e R$ 521 milhões (de 19º a 25º), totalizando R$ 1,7 bilhão.
Ou seja, a bancada conseguiu antecipar para do 6º ao 10º o montante de R$ 338 milhões. Tanto Kátia quanto Tiago não deixaram de criticar o que consideram desprezo do governo para o problema que estava no edital e que prejudicava o Tocantins.
“Não fez qualquer representação”, disse Kátia (realçada por Tiago), sugerindo que as idas de Mauro Carlesse a Brasília nos últimos dias diriam respeito ao julgamento do Governador pelo TSE previsto para próxima sexta-feira.


