Sexta-feira, 23 de Out de 2026

TCE diz que TJ comprou testes pelos mesmos preços da Prefeitura!!!Não há dúvidas de que estava em curso uma conspiração inescrupulosa contra Cinthia!!! Uma molecagem irresponsável de vereadores sob comando previsível em meio a 400 mortos!!!

09/04/2021 1436 visualizações

A carga exercida contra a prefeita Cínthia Ribeiro nestes dias em que a cidade registra 399 óbitos e 36 mil e 657 casos (com hospitais colapsados) é, do ponto de vista político, uma molecagem e sob observação institucional um desvio de finalidade do exercício de função pública que bem poderia ser enquadrado como crime.

É indizível e inominável um parlamento consultar advogado privado (que até dias atrás assessorava o ex-prefeito Carlos Amastha, adversário da Chefe do Executivo e advogados são apenas profissionais que se note) para instruir processo de impeachment ou ameaçar a prefeita com a possibilidade (e isto não fosse considerado estratégia política), ignorando não só as circunstâncias quanto a inexistência de condições fáticas para a “intentona”.

E por que intentona: porque as finalidades da maioria não estão plasmadas no objeto que expõem mas naquilo que vislumbram obter. É uma tentativa programada para não sê-lo. E sim uma intenção só realizada como intenção, em meio a quatro centenas de mortos da pandemia na cidade sem que apresentassem um plano sequer para auxliar o Executivo a diminuí-las.. Um asco.

A ameaça de CPI e impeachment (com três meses de administração e legislatura) e por fato de outra administração e legislatura, enquadraria não só a prefeita mas o vereadores (sete se reelegeram) que, em tese, teriam coadunado, na sua legislatura, com suposto crime de responsabilidade da prefeita.

Matematicamente, esses sete vereadores já seriam suficientes para impedir o processo de impeachment que, se qualquer um pode impetrar, na Câmara necessita de dois terços dos parlamentares para aceitação da denúncia (12 parlamentares). E o que dizer de uma CPI que precisa de apenas três vereadores para ser aberta? Pela lógica, a CPI é que identificaria o crime de responsabilidade para sustentar um pedido de impeachment.

Sem apoio público de aliados, Cínthia recebeu aconchego de quem menos esperava: o governador Mauro Carlesse, abrindo uma janela de possibilidades à prefeita. Ainda que Executivo estadual não tenha nada do que se meter entre vereadores e prefeita nas questões da cidade. O que elevou o apoio para desdobramentos (e objetivos) políticos eleitorais.

Fato suficiente para provocar declaração do senador Eduardo Gomes à jornalista Roberta Tum, somente hoje, de que não participava de conspiração no que terminou passando recibo singular das deduções provocadas por seu silêncio até então enquanto Cinthia era cozinhada. 

E tendo uma bomba nas mãos, claro: o impeachment de Cínthia jogaria no colo do seu irmão, o vice André Gomes, as contas do município. Literalmente mera relação de causa e consequência. Tanto quanto os fatores da equação como no seu resultado, que, pela lógica, denunciaria sua gênese.

Como se vê os vereadores estão agindo como boiada. Sem as cercas da lei e da vergonha alheia. Mais não bastasse, a auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas, do dia 31 de março de 2021, derruba qualquer sustentação da denúncia da presidente da Câmara, que dá fundamentação a uma das molecagens que poderiam ser respeitadas caso fossem expostas sob o  manto da lei, do bom senso e da vontade em melhorar a situação dos moradores da cidade. E não por projetos eleitorais pessoais, como os fatos (e forma) das denúncias provocam se concluir..

Escreve a auditora:

Em verificação ao SICAP-CONTABIL, os valores das notas fiscais são condizentes aos registrados no sistema, apresentando como valor empenhado, liquidado e pago o montante de R$ 894.457,64, referente ao processo 22515/2020, em resumo temos: VALOR NAS NOTAS FISCAIS R$ 894.457,64 VALOR EMPENHADO (NE 10143 – Portal da Transparência) R$ 895.450,98 VALOR SICAP-CONTABIL R$ 894.457,64 Para verificar se o preço do teste estava em consonância ao praticado com outros adquirentes, fizemos busca no sistema PAINEL DE COMPRAS PÚBLICAS DE MEDICAMENTOS e só foi  encontrado 01 registro de compra do mesmo teste no Estado, sendo o comprador o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS.

Foi emitida nota fiscal eletrônica nº 75911 para o Tribunal de Justiça, na data de 21/05/2020, mesma data da emissão das notas fiscais para a Secretaria Municipal de Saude de Palmas. Verificamos que o preço praticado foi o mesmo, R$ 70,00 por teste.

Escreveu mais a auditora do TCE:

Verificamos que constam no SICAP-LCO os documentos referentes ao procedimento licitatório bem como registros contábeis no SICAP-CONTÁBIL e as informações estão disponíveis no portal de transparência do Município. Em pesquisa ao sistema PAINEL DE COMPRAS PÚBLICAS DE MEDICAMENTOS encontramos aquisição de testes no valor de R$ 135,00 a unidade (Proc. Licitatório 5399/2020 – FMS de Colinas do Tocantins, 06/2020), bem como aquisições no valor de R$ 28,49 a unidade (Proc. Licitatório nº 10803/2020 – FMS de Porto Nacional, 07/2020), empresas diferentes e marcas diferentes. Assim, apenas com a analise efetuada nos sistemas e bancos de dados não foi possível chegar à conclusão que houve superfaturamento ou sobrepreço dos testes adquiridos, necessitando adentrar no mérito administrativo quanto à escolha do referido teste em detrimento de outros mais baratos.

Ou seja, os preços de testes de que Janad Valcari planeja manejar o impeachment de Cínthia Ribeiro, foram praticados pelo Tribunal de Justiça. E são menores que os de Colinas e Porto Nacional

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