O TCE ataca novamente: depois da ação política contra o Refis (e a omissão nas renúncias fiscais do governo) o mesmo Severiano Costandrade conseguiu aprovação de outra decisão política contra Cínthia Ribeiro.
Relatou e seus companheiros aprovaram-no: haveria fragilidade nas ações de combate à violência contra a mulher em Palmas. Simples assim.
O fragilidade é proposital e leva a raciocínios sobre outra condição: de mulher.
Um dos motivos: a ausência de recursos no Fundo Municipal dos Direitos da Mulher.
Uma das irregularidades apontada pelo Corregedor (que é responsável por corrigir conselheiros mesmo com seus problemas conhecidos): a ausência de recursos no Fundo Municipal dos Direitos da Mulher.
A variante política desse pessoal é escandalosa.
Esse mesmo TCE, com mesmo conselheiro e igual procurador de contas, aprovou as contas do governo de 2021 a 2023 (para ficar só nestas).
Nesse triênio, o Fundo Estadual de Direitos da Mulher teve zero receita. Isto mesmo. Zero recursos. Está lá no Portal das Transparências (em receitas).
O governo não destinou um níquel sequer para o Fundo de Direitos da Mulher que o TCE cobra de Cínthia Ribeiro a duas semanas do final do mandato.
E não se viu o TCE mancheteando recomendação ao Palácio Araguaia para suprir de recursos o fundo de defesa da mulher. Ou cobrando-lhe mais ação.
Ah: conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins (junto com Acre e Rondônia) ocupa o segundo lugar no pais na taxa de feminicídios: 2,4 mortes por 100 mil.
Um crescimento de 28,6% em 2023.
Pela mesma publicação, Palmas registrou uma taxa de 1 feminicídio/100 mil habitantes.
Ou seja, tudo indica que o governo estaria merecendo maior atenção, nestes aspecto, que a prefeitura de Palmas.
Mas Severiano sempre será Severiano.
Como Cínthia é Cínthia.
Como não enxergar preconceito e discricionariedades políticas ilegítimas?


