Sexta-feira, 23 de Out de 2026

TCE admoesta Cínthia por, dentre outras coisas, falta de recursos no Fundo dos Direitos da Mulher. Órgão aprovou contas dos últimos três anos do governo com zero real no tal fundo. E taxa de feminícidios no Estado é mais que o dobro de Palmas!!

12/12/2024 880 visualizações

O TCE ataca novamente: depois da ação política contra o Refis (e a omissão nas renúncias fiscais do governo) o mesmo Severiano Costandrade conseguiu aprovação de outra decisão política contra Cínthia Ribeiro.

Relatou e seus companheiros aprovaram-no: haveria fragilidade nas ações de combate à violência contra a mulher em Palmas. Simples assim.

O fragilidade é proposital e leva a raciocínios sobre outra condição: de mulher.

Um dos motivos: a ausência de recursos no Fundo Municipal dos Direitos da Mulher.

Uma das irregularidades apontada pelo Corregedor (que é responsável por corrigir conselheiros mesmo com seus problemas conhecidos): a ausência de recursos no Fundo Municipal dos Direitos da Mulher.

A variante política desse pessoal é escandalosa.

Esse mesmo TCE, com mesmo conselheiro e igual procurador de contas, aprovou as contas do governo de 2021 a 2023 (para ficar só nestas).

Nesse triênio, o Fundo Estadual de Direitos da Mulher teve zero receita. Isto mesmo. Zero recursos. Está lá no Portal das Transparências (em receitas).

O governo não destinou um níquel sequer para o Fundo de Direitos da Mulher que o TCE cobra de Cínthia Ribeiro a duas semanas do final do mandato.

E não se viu o TCE mancheteando recomendação ao Palácio Araguaia para suprir de recursos o fundo de defesa da mulher. Ou cobrando-lhe mais ação.

Ah: conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Tocantins (junto com Acre e Rondônia) ocupa o segundo lugar no pais na taxa de feminicídios: 2,4 mortes por 100 mil.

Um crescimento de 28,6% em 2023.

Pela mesma publicação, Palmas registrou uma taxa de 1 feminicídio/100 mil habitantes.

Ou seja, tudo indica que o governo estaria merecendo maior atenção, nestes aspecto, que a prefeitura de Palmas.

Mas Severiano sempre será Severiano.

Como Cínthia é Cínthia.

Como não enxergar preconceito e discricionariedades políticas ilegítimas?

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