O governo será beneficiado com as MPs anunciadas ontem pelo Palácio do Planalto. Para um Estado que tem dificuldade de liquidez, a suspensão de pagamentos a bancos e às dívidas com a União é um senhor refresco. Uma decisão que segue o que o STF já havia determinado ao governo federal conceder a outros Estados: rolagem da dívida por seis meses.
O governo do Tocantins tem dívidas contratuais com bancos federais (Caixa, BNDES e Banco Brasil) que excedem a R$ 1 bilhão e 347 milhões. Somando os empréstimos internacionais, a dívida é de R$ 2 bilhões e 589 milhões.
Já a dívida do governo com a União resume-se aos R$ 321 milhões de parcelamentos. Especialmente de contribuições sociais e impostos.
Só de juros da dívida contratual, o governo desembolsou no ano passado a bagatela de R$ 236 milhões. E mais R$ 463 milhões de amortização dos papagaios.
E que se note: a dívida internacional com bancos tem a garantia da União.
De outro modo: só aí de suspensão de pagamentos, tem-se o equivalente a mais de R$ 700 milhões que o governo deixará de gastar por enquanto. Para aplicar na saúde e na economia em função da Covid-19.


