É só publicar superávits do governo há os leitores que contabilizam o desempenho à inflação que impactaria na arrecadação dos impostos. Um reducionismo do esforço fiscal e administrativo do Executivo estadual.
O governo Wanderlei pagou hoje, com 12 dias de antecedência (considerando o 5º dia útil do mês subsequente determinado pela legislação) os salários de maio.
Uma folha de R$ 288 milhões (informa o Executivo). Não é pouco. Assim como não é pequena a margem de diferença de governos anteriores dos atuais adversários de Wanderlei.
Marcelo Miranda assumiu o governo em 2015 dizendo que iria parcelar os salários de dezembro. Uma herança de Sandoval Cardoso/Siqueira Campos. Tamanha a dimensão do buraco e da irresponsabilidade administrativa e fiscal.
Já em outubro de 2017, Marcelo anunciava o parcelamento do 13° salário por falta de financeiro e orçamento. Pagou salários de ofício. Ou seja, a três meses do final do ano não tinha financeiro nem orçamento.
Um descalabro. Já tinha estourado o programado no orçamento e no caixa. E o Fisco era o mesmo de hoje.
A inflação de 2017 foi de 3,66%. A dos últimos 12 meses situou-se em 2,95%. E o governo fechou o quadrimestre com um superávit de R$ 1,5 bilhões de arrecadação. E pouca dívida com fornecedores.
Quitou passivos com servidores e solucionou dívidas com Igeprev (contribuições em dias), paga 13º no mês de aniversário e salários com duas semanas de antecedência.
E isto, como se nota, não seria resultado apenas dos 0,71 pontos percentuais a menos de inflação entre Marcelo Miranda e Wanderlei Barbosa.
E por que pontuo isto? Para estabelecer réguas políticas. E prioridades governamentais diversas quando o princípio é único: o imperativo da responsabilidade com as contas públicas.


