Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Sucessão metropolitana: confronto pode ser entre governo e prefeitura. E Palácio parece fazer mais política que o Paço

luizarmandocosta 13/07/2019 965 visualizações

O vice Wanderley Barbosa aproveita o exercício do cargo de governador para fazer proselitismo eleitoral. Na verdade, suas movimentações nos últimos dias apenas dão maior visibilidade ao que tem feito diuturnamente no seu gabinete de vice: política.

Se não pode correr mais por força do calendário e das próprias questões pendentes na Justiça Eleitoral, que podem retirá-lo e ao governador das disputas nos próximos anos, tem sido um articulador político eficaz na base de sustentação do governo.

Como a prefeita Cínthia Ribeiro, sua provável maior adversária na disputa pela prefeitura, tem problemas de partido. Enquanto Cínthia trabalha para obter a hegemonia no PSDB (cujo presidente já disse que também é candidato), Wanderley busca outra legenda, dados os problemas do PHS com a cláusula de barreira.

Ambos tem até o mês de abril de 2020 (seis meses antes da eleição pela nova legislação) para mudar de partido. Até lá, Wanderley começa a focar nas pautas municipais, como é o caso de reunião que faz neste final de semana em bairros periféricos da Capital para discutir regularização fundiária. Uma pauta que, mais recentemente, foi expandida pelo ex-prefeito Carlos Amastha e herdada por Cínthia.

As críticas pontuais do vereador Thiago Andrino a Cínthia e ao governo sugerem que Carlos Amastha já tem o seu lado. O desafio de Cinthia e de Wanderley, tudo indica, seria, assim, descolarem-se de Amastha que não teria nada a perder. Os passivos da administração do ex-prefeito já são públicos e ele não pode se candidatar. O máximo que pode é tentar transferir votos ao seu escolhido. Já Cínthia e Wanderley tem o ônus e bônus de seus governos.

A prefeitura tem tido com Cínthia uma boa administração já o governo enfrenta crises diárias que afetarão Wanderley diretamente. Tem a seu favor o balaio de partidos aliados do governo e que podem compor com sua candidatura. E o dinheiro que falta para as despesas correntes de custeio são filezão em ano eleitoral.

Já Cínthia patina na formação de um bloco político. A impressão que se tem é que a prefeita joga para dentro, prioriza questões administrativas à política. E só administração não ganha eleição. Se as convenções fossem hoje, Cínthia poderia não ter sequer o PSDB do seu lado. Já Wanderley carrega  um leque de legendas: Democratas, PHS, PP, PPS, PRB, PSL e talvez até o PDT.

Uma montanha de dinheiro do fundo partidário e preciosos minutos de tempo de rádio e tv. Há muita coisa pela frente. Mas o tempo voa.

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