Sábado, 24 de Out de 2026

STN publica desempenho fiscal dos Estados, mostrando acerto fiscal do governo Wanderlei que mantém-se na letra B da Capag e capacidade de endividamento de R$ 6 bilhões. Sem precisar de ajustes federais

17/11/2022 343 visualizações

A Secretaria do Tesouro Nacional publicou ontem números do relacionamento dos governos estaduais com a União em 2022.

A cartilha, a pouco mais de 40 dias antes do encerramento do exercício, é uma certificação do desempenho fiscal do governo Wanderlei Barbosa.

Concede, por consequência, aval a novas ações, como operações de crédito para investimentos anunciadas em estudos pelo Executivo. Uma delas de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) com o Banco Mundial.

É possível extrair dos números a capacidade de endividamento do governo em R$ 6 bilhões. Folga decorrente da redução nos indicadores da Capag, deixando a letra C e adentrando a letra B.

O governo contraiu nos últimos quatro anos (2019 a 2022), sem o aval da União em função da falta de liquidez, o equivalente a R$ 824 milhões.

Foram R$ 415 milhões com a Caixa (2019), R$ 149 milhões com o BRB (2020), R$ 30 milhões com o BB (2020) e R$ 230 milhões também com o BB em junho de 2022.

Comparando os indicadores publicados ontem pela STN, o Estado conseguiu, no trimestre (agosto/última divulgação Capag a outubro), estabelecer-se dentro dos limites.

Mantinha-se ontem na letra A no endividamento (46,82% contra 46,35%), B na poupança corrente (manteve os 91,46%) e A na liquidez (que regula autorização de empréstimos), passando de 55,33% para 58,42%. Uma leve alteração, mas distante das proibições.

Diferente do que herdou, Wanderlei abre 2023 com um governo zerado do ponto de vista fiscal. E isto, claro, não é obra do acaso.

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