O Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais 2026 publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional ratifica o que o blog aponta quase que diariamente: o afrouxamento das regras fiscais no Estado.
O governo de Wanderlei Barbosa, é inequívoco, sob o ponto de observação da Lei de Responsabilidade Fiscal, registra desempenho muito superior a seus antecessores.
De dois anos para cá, bateu-lhe, entretanto, um comichão. E desandou a conceder benefícios sem estudos de impacto financeiro.
O Boletim da STN (sobre números de 2024) mostra que o governo do Tocantins foi o que mais elevou a despesa de pessoal no país: 14,1% sobre 2023. O segundo foi o DF (13,9%).
Outro dado negativo: foi o terceiro no país que mais aumentou restos a pagar de um exercício a outro. De 6,1% da RCL para 7,1%.
Só ganhou de RN e RS. Detalhe: no país apenas oito Estados aumentaram os restos a pagar. E 18 deles reduziram-nos.
Além disso, registra o Boletim de Entes Subnacionais 2025 que a participação das transferências nas receitas do Estado aumentou.
De 49% (2024) para 61% (2025). Ou seja, o governo para funcionar está dependendo mais da União.


