O blog errou ontem ao anotar que o governo tivesse contabilizado R$ 14,1 bilhões em restos a pagar de despesas de pessoal. Foram, na verdade, R$ 14,1 milhões.
O secretário da Fazenda, Donizeth Silva, fez o reparo no X e estava certo. Ainda que o blog tivesse publicado o quadro correto. E lá estava milhão e não bilhão.
Milhão ou bilhão, isto não afasta a biruta da contabilidade pública. No quadro consolidado publicado na quarta (12 de fevereiro de 2026), a Fazenda informa despesas consolidadas de salários (de todo o Estado) de R$ 10,896 bilhões.
O valor é inferior aos R$ 11,073 bilhões de despesas de salários do Estado publicado no dia 26 de janeiro de 2026 (Diário Oficial 6986). No dia 22 de janeiro (RGF), só o Executivo tinha gasto R$ 9,258 bilhões.
Para se ter uma idéia: o orçamento de pessoal de três anos atrás (2023) era de R$ 7,726 bilhões.
A Lei Orçamentária de 2026 prevê despesas de R$ 12,03 bilhões com salários.
Um aumento de R$ 4,3 bilhões no triênio. Ou 55,84% a mais.
A inflação o período foi de 13,71%.
No balanço publicado em 26 de janeiro, contabilizava-se R$ 252 milhões de saldo orçamentário.
Mas ainda contabilizou no ano passado (publicação dessa semana) restos a pagar de salários.
A altercação numérica retira ativo do governo que, no consolidado, teria fechado o ano comprometendo 52,53% das receitas correntes líquidas com salários (o máximo é 60%).
Um índicador melhor do que os 54,06% com que fechou o ano de 2024.


