A Secretaria do Tesouro Nacional atualizou no último sábado, dia 4 de junho, o painel de endividamento dos Estados. O governo do Tocantins segue dentro do permitido pela legislação. Ou seja, enquadrado.
A base de cálculo é o resultado do 3º quadrimestre de 2021, dos quais 84% (100 de 120 dias), sob o comando de Wanderlei Barbosa já publicado no Diário Oficial no início do ano mas dependente, até então, de certificação do Tesouro Nacional.
O desempenho fiscal no endividamento, entretanto, melhorou no primeiro quadrimestre de 2022, totalmente administrado, como é notório, por Wanderlei. A Secretaria da Fazenda conseguiu reduzir a dívida consolidada líquida e aumentar a receita corrente líquida, implicando em diminuição do comprometimento de receitas com débitos.
Se fechou 2021 com uma receita corrente líquida de R$ 10,053 bilhões e uma dívida corrente líquida de R$ 1,970 bilhões, encerrou os quatro primeiros meses do ano com uma receita corrente líquida de R$ 10,781 bilhões e uma dívida corrente líquida de R$ 606,3 milhões, como vai no seu relatório publicado em 26 de maio de 2022.
Os números do primeiro quadrimestre deste ano publicados são em muito superiores aos do primeiro quadrimestre de 2021, administrados pelo ex-governador Mauro Carlesse. Lá, o governo publicou no Demonstrativo de Dívida Consolidada Líquida (janeiro a abril de 2021) uma receita corrente líquida de R$ 9,315 bilhões para uma divida corrente líquida de R$ 2,568 bilhões.
Muito pouca gente (inclusive os parlamentares) dá bola à questão fiscal. Muito embora a sua regularidade seja o responsável por dar suporte à enormidade de desperdício de dinheiro público proporcionado, não raro, por seus projetos de interesse notadamente pessoais. No popular: gastam sem saber como é fabricado o dinheiro.
No caso do endividamento, o governo Wanderlei Barbosa, como apontam os números, tem até aqui conseguido reduzir a relação RCL/DCL. Se controlar o comichão de pedir empréstimos (tenta um no Banco do Brasil e há vários pedidos no mesmo banco e na Caixa do governo anterior) pode, a médio prazo, colocar as contas públicas em dias.
À míngua não ficará, considerada a crescente arrecadação de impostos e de transferências federais ao Estado.


