Sexta-feira, 23 de Out de 2026

STF mantém decisão do TJ de que concessões de parques só com entidades sem fins lucrativos!! Ou seja: a Bolsa de Valores onde foi comercializado o Parque das Cataratas de Iguaçu por R$ 2 bilhões é uma grande casa de beneficência!

21/10/2023 431 visualizações

Há decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal  que causam incomôdos à razão e à lógica. São fartos os exemplos da assimetria  que favorecem  a prevalência de vontades políticas em servidores públicos  nomeados para atuar justamente  sem uso de vontade política.

O JTo publica que o  ministro  Cristiani  Zanin manteve decisão do Tribunal de Justiça que  decidiu ser inconstitucional a concessão  do Jalapão. Aquela iniciativa de Mauro Carlesse interceptada por Wanderlei na fase de audiências públicas.

O projeto da administração de Mauro Carlesse havia sido suspenso pelo governo Wanderlei  Barbosa atendendo à agitação dos donos de camionetes que exploram o Jalapão (cerca de R$ 6 mil por passeio individual) e militância tão ancrônica quanto desinformada.

Apesar de  ter   derrubado a  lei do Jalapão de Carlesse no  Legislativo, o  governo, entretanto,  quer concessionar o Cantão. Daí ter recorrido no TJ que subiu para o STF.  O voto  de  Zanin é apenas um voto. Há ainda o colegiado.

Na verdade, a decisão de Zanin é meramente processual. O recurso não era cabível (recurso extraordinário). Apesar de não alterar a decisão do TJ, a não admissão do recurso no STF a mantém intacta.

E aí o busílis: o TJ decidira ser inconstitucional porque, segundo o Tribunal, a legislação só permitiria concessão de parques estaduais a entidades de interesse público, sem fins lucrativos.

De outro modo: seria uma ameaça ao país, por exemplo, o leilão na Bolsa de Valores no ano passado (21 de março de 2022) para concessão de exploração do Parque Nacional ao Iguaçu (Cataras do Iguaçu), por 30 anos e no valor de R$ 2 bilhões arrematado pelo Consórcio Novo PNI (Construcap e Grupo Cataratas). E que rendeu ao governo R$ 375 milhões (um ágio de 349%).

Tudo isso aí com pareceres favoráveis do ICMBio.

Ou as Cataratas não são parte de um Parque, as empresas privadas não visariam lucro, ou a Bolsa de Valores seria uma casa de beneficência ou algo demais haveria ocorrendo no Estado e país.

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