Ao formar maioria ontem pela validade da Federação de Partidos o STF afastou a inconstitucionalidade da decisão do Congresso e jogou um balde de água gelada nas conversações que se realizavam no Estado.
Uma delas: a possibilidade do ex-presidente Lula e o PT estarem no mesmo palanque da senadora Katia Abreu. Como é público, Lula se manifesta publicamente em defesa da reeleição da parlamentar mas o PT, em nível nacional, discute uma federação com o PSB e o PSD.
No Estado, se o PSD é comandado pelo senador Irajá Abreu, o PSB tem como presidente regional o ex-prefeito Carlos Amastha, muito próximo do candidato petista ao governo, ex-deputado Paulo Mourão.
A divulgação ontem, por parte do presidente nacional do PP (presidido no Estado pela senadora Kátia Abreu), ministro Ciro Nogueira, de atração do deputado Vicentinho Jr (do PL) à legenda (|PL é o partido de Jair Bolsonaro) pode impulsionar, pela lei da gravidade, a ida do senador Eduardo Gomes (hoje no MDB) para o PL, viabilizando sua candidatura ao governo.
O PL é presidido no Estado pelo ex-senador Vicentinho Alves que teve sua campanha na eleição suplementar de 2018 coordenada justamente por Eduardo Gomes.
Já a possibilidade do PSD de Gilberto Kassab compor nacionalmente com o PT (tendo Geraldo Alkimin de vice) abre a possibilidade da senadora Kátia Abreu ingressar no PSD (do filho Irajá que a substituiu na presidência do partido) e, aí sim, poder subir no mesmo palanque de Lula.
Tudo isto aí dentro de possibilidades e probabilidades de composição nas eleições de 2022. Pode ser, como não ser. Ainda que cargos majoritários não tenha problemas com fidelidade partidária, a janela para mudança de partido ocorre no mês de março.


