É inegável (e compreensível) que a população levada a escolher entre um bandido ou um policial morto prefere o funcionário de segurança vivo. E o bandido encaminhado à casa do asmodeu..
Bandidos são bandidos!!! Pessoas de bem, do bem!! É uma escolha até lógica, de sobrevivência até. Mais do que de lei, deveres. É o direito à vida.
A Secretaria de Cidadania e a Secretaria de Segurança Pública, entretanto, devem explicações mais esclarecedoras sobre o “suicídio” no presídio de Araguaína de um bandido acusado de matar (ou mandar matar) meia centena de pessoas. Só na Capital.
Um bandido que, tudo indica, não teria motivo algum para tirar a própria vida. Fato realçado por seu próprio advogado. Como também não o tinha, o tal Charada, direito de eliminar aqueles que considerava seus inimigos.
Uma variação daquilo que ele próprio fazia com suas vítimas que, certamente, não eram bandidos como seus inimigos. Entre eles, apenas uma disputa de mercado da bandidagem.
O produto desse mercado disputado com sangue, por lógica, era o cidadão comum surrupiado ou vitimado pela bandidagem que disputava a xepa criminosa.
Era, como se diz, a mina de ouro disputada num mercado onde a bandidagem cresce de forma exponencial, acirrando a concorrância por nichos de mercado: o cidadão e suas posses.
Até aqui, as Secretarias fizeram o certo: informam que, apesar das “evidências”, o caso será investigado pela Delegacia de Homicídio.
De outro modo: saiu da alçada da Cidadania e passou para a Segurança Pública. Ambas as pastas são comandadas por delegados.
O “suicídio” do tal “Dad Charada” ocorreu do Presídio Barra da Grota, um depositário de faccionados do Comando Vermelho, PCC e Máfia Tocantinense.
E ocorre quando o Estado (Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado na semana passada) registra redução de mortes em intervenções policiais em 44,6% de 2021 a 2022.


