Sábado, 24 de Out de 2026

Somos insiste em atuar como partido quando a lei não o permite!!! E faz denúncia à direção nacional do PSB porque a regional não aceitou ser apropriada pelo Coletivo. Deveria abrir mão do fundo partidário!!!

31/08/2022 437 visualizações

A disputa entre o Coletivo Somos e a direção regional do PSB se assemelha à folclórica história de dois surdos.  O primeiro pergunta: fulano, você vai pescar? No que o outro responde: não, vou pescar!! E o primeiro conclui: ah, pensei que você fosse pescar!!

O Coletivo amplifica ter mandado uma carta à direção nacional do partido (PSB) que foram (eles, os membros) desrespeitados em sua pauta e que seriam vistos apenas como um grupo identitário dentre outras questões. Mas que seguirá o PSB nacional em defesa de Lula e Alckmin.

Imagina, o prazo para mudança partidária encerrou-se lá em abril, quando os integrantes do Coletivo poderiam buscar o PT, PV ou PCdoB. Desde o início do ano as três legendas já trabalhavam uma federação. Sem o PSB que tinha outros projetos.

Regionalmente, o PSB, com Carlos Amastha, já entabulava alianças (conversava) com toda a classe política. Exceto com seus adversários. Conversou com PSD, PTB, PSC e por aí vai, sem a objeção do Somos.

Como se nota, o Coletivo (que é PSB já que a Legislação brasileira não o autoriza e sim partidos) seria contrário à democracia interna do PSB que, regionalmente, optou por outra aliança que não com o PT.  Se não for como o Coletivo quer, não haveria democracia.

A carta deve ser alojada na lata de lixo pela direção nacional por um motivo até prosaico: o PSB nacional não fez federação com o PT/PV e PCdoB justamente para preservar a decisão de suas executivas estaduais.

Donde se conclui que o Coletivo é que estivesse fazendo uso do PSB como barriga de aluguel. O PSB, em nota, esclarece que não optou por PT por não julgar ser o momento oportuno. Mais: que o coletivo já não apoiava a candidatura do partido ao Senado.

Evidente que o PSB poderia, pela lei, retirar o candidato do tal Coletivo (candidaturas no Brasil são individuais e deve o candidato ser filiado a partido e não a coletivos), da propaganda eleitoral e do fundo partidário.

Mas eles ficam: vai pescar? Não, vou pescar! Pensei que fosse pescar!!

Tudo isto aí com os aplausos dos movimentos sociais e dos adeptos da confusão deliberada entre Coletivos, Partidos e a legislação!!!

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