Deputados e policiais militares celebrando duas MPs editadas ontem pelo governo: na primeira garante-se que o militar seja promovido a soldado no início de carreira no Corpo de Bombeiros. Na segunda é extinta a patente de soldado de 2ª classe na PM.
O custo de ambas vai cair lá no Igeprev caso o governo não faça a modulação dos interstícios de promoção. Explico: O soldado de 2ª classe foi criado no governo Mauro Carlesse por indicação dos próprios militares.
Motivo: a carreira na Corporação estava sendo encurtada pelas mais variadas promoções, intensificadas mais especificamente nos governos de Siqueira Campos e Carlos Gaguim.
Já havia na Corporação militares que alcançavam a patente de coronel fechado (a mais alta) com apenas 13 anos de serviço. A possibilidade de ir para a reserva com salários da ativa sem o tempo de contribuição correspondente, fazia água na contabilidade do fundo dos aposentados. Por isto a criação de mais uma patente como contenção.
O aproveitamento do militar na carreira ficava prejudicado em função da celeridade da ascensão do policial na carreira. Muitos praças que ingressavam na Corporação tendo como expectativa máxima chegar a subtenente, estavam chegando rapidamente a tenente-coronel na ativa. No que terminava sugerindo que a PM havia criado uma carreira única.
E que se note: o Igeprev gastava em dezembro de 2021 (último balanço publicado) a soma de R$ 79 milhões mensais com 12 mil aposentados civis. E R$ 41 milhões com apenas 2 mil inativos da PM.
As MPs, assim, retomam o status anterior, com graves consequência no fundo de aposentadoria dos servidores públicos do Estado. Mas os deputados e militares comemoram!!!


