O prefeito Eduardo Siqueira (Podemos) vai para dois anos de administração sob fogo pesado de MPE e TCE. Investidas que fazem-no deixar a frente dos palanques eleitorais.
Com maioria na Câmara de Vereadores e ascendência (adquirida também do pai) sobre membros dos poderes, a reação institucional provocada pela oposição de apenas um parlamentar não é evidência de que a política sobreponha-se à dúvida.
O exercício das funções regulares dos órgãos fiscalizadores não é mais que uma obrigação. Há o contraditório.
Mas do ponto de vista fiscal, a Prefeitura de Palmas vai bem e cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. O balanço publicado ontem assim o demonstra.
No segundo quadrimestre de 2026, se não apresentou superávit primário, também não registrou déficit.
Claro está que o resultado de R$ 1,6 bi (despesas e receitas primária) só foi possível pelo aumento das receitas.
Eduardo manteve a folha de pagamento em 49,23% da RCL. Maior do que os 48,92% do 1º quadrimestre. Mas ainda dentro do limite prudencial (51,30%) e bem abaixo do limite máximo de 54%.
A RCL (Receita Corrente Líquida) teve um aumento de 3,9% entre abril e agosto. Já a folha de pagamento foi reajustada em 10,6%.
No quadrimestre, entretanto, o prefeito Eduardo Siqueira conseguiu reduzir a Dívida Consolidada.
Ela era de R$ 458 milhões (dezembro/2025), caiu para R$ 424 milhões (abril/2026) e agora está estacionada em R$ 401 milhões.
E isto sem deixar de espalhar obras na cidade.


