Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Só de processos novos e pendentes, cada desembargador do Estado estaria responsável, estatisticamente, por 12,5 mil ações de 2020 a 2024. Foram 33 mil julgamentos de janeiro a outubro deste ano com 11 desembargadores conforme CNJ que parece querer mais!!

23/11/2024 1111 visualizações

A decisão do CNJ de negar provimento a mais desembargadores no Tribunal de Justiça do Tocantins, sob pretexto de produtividade, tem lá suas nuances.

De janeiro a outubro deste ano (DataJud do próprio CNJ), deram entrada no Tribunal do Tocantins 32 mil e 340 processos. Mas haveriam 26 mil e 68 pendentes até outubro.

Numa continha de padaria, cada magistrado seria responsável pelo julgamento de 2 mil 940 ações em dez meses (só dos novos de 2024). Ou 267 ações mensais!!!!!

Se tomarmos os últimos quatro anos (pendentes e novos) teríamos no Tribunal 138 mil e 719 ações para julgamento dos onze desembargadores (fora a presidente). Ou: 12 mil e 545 para cada um.

E que se note: não se está falando dos juizados de 1ª instância. Mas do TJ.

Foram julgados de janeiro a outubro deste ano no Tribunal de Justiça 33 mil e 340 processos. Em 2024 foram 79 mil e 806 decisões, 28 mil e 729 despachos, 1 mil e 434 liminares concedidas e 4 mil e 978 liminares negadas.

Pelos números do próprio CNJ careceria de explicações, sob o ponto de vista do cidadão comum,a fundamentação do não cumprimento de produtividade dos desembargadores.

Não é razoável (nem racional, especialmente na Justiça que julga) um desembargador julgar, em média, 12 mil processos em menos de cinco anos. Ter que decidir sobre 2 mil e 500 processos a cada dez meses (tem os recessos forenses).

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