A pesquisa Atlas/Intel que aponta a queda de 12 pontos percentuais na aprovação do governo Wanderlei Barbosa alterou o humor no Palácio Araguaia. Não deveria tanto.
Aprovação, como é notório, é diferente de avaliação de governo. A segunda é um detalhe a mais sobre a primeira.
A pessoa pode aprovar, por razões que a convençam, a criação de um imposto, mas seguramente acharia péssimo pagar mais taxas. No popular: aquele que é convencido a pagar taxas não vota no que as criou.
Pesquisas são circunstanciais mas os políticos costumam tratá-las do modo como lhes convém. Se favoráveis, ótimo. Contrárias, coisa de adversário. Em campanha eleitoral, nem se fale.
No caso do governo, a situação já era esperada. Havia sinais claros dessa redução de aprovação do governo (57% aprovam/25% desaprovam/19% não sabe).
No entanto, 37% - na mesma pesquisa Atlas Intel -ainda acham o governo de Wanderlei ótimo/bom. E 54% o vêem como um governo regular. Apenas 6% acham-no ruim ou péssimo. É o menor saldo negativo dentre todos os governadores.
Os piores saldos negativos são do governador de Roraima (47% de ruím/péssimo), seguido da governadora do Rio Grande do Norte (45%) e do Rio de Janeiro (45% de ruim/péssimo).
Para se ter uma idéia, Ronaldo Caiado, o segundo melhor avaliado (Goiás) – o primeiro em aprovação - é avaliado em 54% de ótimo/bom. Mas 10% da população goiana o acha ruim/péssimo.
De outro modo, se considerarmos ótimo/bom/regular, Wanderlei teria 91% e Ronaldo Caiado apenas 89%. E é o governador com menor saldo negativo na avaliação.


