O governo tem conhecimento desde o ano passado da demanda dos policiais penais. A declaração é do presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado, Wilton Angelis, sobre as declarações do governador Wanderlei Barbosa ontem de que os servidores deveriam ter procurado a administração antes de deflagrarem o movimento.
“Acho até uma injustiça”, pontuou Angelis ao blog apresentando cópias de ofícios do Sindicato protocolados em outubro do ano passado no Palácio Araguaia, Casa Civil, Secretaria de Administração, Secretaria de Planejamento e Secretaria de Cidadania.
Segundo ele, os ofícios foram reiterados também este ano, até para ajudar o governo. “Falta policiais femininas, em Ananás, por exemplo, só há uma policial no plantão quando deveria ter duas, s tem mais contrato policial”, salientou o sindicalista, acentuando que em Talismã tem presidio masculino recebendo preso feminino.
Os policiais penais reivindicam, ainda, progressões penais (atrasadas desde 2021) e a renovação (corrigida) da indenização por trabalho penitenciário (governo ainda paga sobre o salário de R$ 2.957,00 quando o salário agora é de R$ 4.823,00, sem corrigir o índice aplicado na data-base).
Os policiais penais querem ainda que o governo equipare o valor dos plantões. Alegam que foram contratados para uma carga horária de 40 horas semanais e são obrigados, com os plantões, a trabalharem, cada um, sem pagamento, o total de 384 horas a mais por ano sem compensação financeira nem banco de horas.


