O número de homicídios em Palmas este ano (32 assassinatos em menos de dois meses) é razão suficiente, sim, para preocupação da população e do sistema de segurança.
Basta lembrar que o Estado do Tocantins (todos os municípios) registrou em 2021 (Anuário Brasileiro de Segurança Pública) 338 homicídios dolosos em doze meses.
Ou seja, a Capital teve em 50 dias algo próximo de 10% de todos os assassinatos no Estado em um ano (2021).
Em 2022, foram 445 óbitos por homicídio no Estado, reduzindo a média, ainda escandalosa para uma cidade de 300 mil moradores e um Estado de 1,6 milhão de pessoas.
No Tocantins, de 2011 a 2021 foram 4 mil 168 mortes violentas intencionais. Uma média, como se vê, de 34 mortes mensais em todo o Estado. Isto onsiderado, a proporção de homicídios em Palmas seria de algo em torno de 50% das mortes mensais: 17 homicídios por mês (sem contar os possíveis eventos até o final de fevereiro).
Este ano, em menos de dois meses, só na Capital, foram registrados 32 homicídios.
São fatos que não se contornam apenas com retóricas de “estaremos providenciando” ou justificando-os fundamentalmente apenas nas facções criminosas.


