Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Setores palacianos impulsionam "pesquisa" eleitoral extemporânea de que se amanhã fosse hoje Otoniel bateria Joaquim. Interdição da ponte, balsa, falta de médicos, ambulância operariam contra prefeito!!!!!

luizarmandocosta 27/07/2019 782 visualizações

Com um ano de antecedência, uma pesquisa eleitoral em Porto Nacional vaticina: se fosse amanhã fosse hoje, o prefeito Joaquim Maia perderia de lavada para o ex-prefeito Otoniel Andrade.

Pesquisas eleitorais devem obedecer prazos e critérios estabelecidos em lei. Deve conter metodologias científicas e um técnico responsável pelo levantamento e organização dos dados. Fora disso é crime e trapaça eleitoral.

É uma questão que diria respeito aos empresários e à Justiça Eleitoral. Ocupo-me dos seus desdobramentos. Os analistas políticos da pesquisa sugerem que, com o presidente do Legislativo, Antônio Andrade (seu irmão) não tem pra ninguém numa disputa com Otoniel.

Otoniel tem serviço prestado na cidade onde suas administrações seguiram o assistencialismo e o populismo. Tem votos. Politicamente, entretanto, sua práxis não evoluiu. Mas se avalia que continua dando-lhe resultados, é plausível (e compreensível) que continue dela fazendo uso e absorvendo os efeitos imediatamente correspondentes.

Pesquisas eleitorais antecipadas servem-se, não raro, como instrumento de campanhas ilegais por que fora do prazo da legislação. No caso específico, distorce, numa equação estatística, o ânimo da cidade o que dá ao expediente a característica de um elemento colocado para ter amplificação de fora para dentro, fortalecendo o que se quer internamente dar musculatura.

A pesquisa foi publicada há duas semanas sem maiores consequências. Seja pela avaliação de critérios ou a eventual e suposta falta deles. Nos últimos dias foi impulsionada por setores palacianos: ou seja, já teria cumprido em parte seu objetivo.

Na prática, a pesquisa está a informar que a situação do Hospital Regional de Porto, a falta de ambulâncias decentes, a interdição da ponte, o retorno da balsa e a não transferência de recursos ao município não tenha afetado a população. Pior: que a população atribua esse caos ao prefeito.

Na contramão da melhoria dos serviços públicos na cidade, nos postos de saúde municipais, da limpeza da cidade e na administração do volume de dívidas que teria herdado do ex-prefeito há dois anos. Um trabalho que a população tem tido conhecimento pela eficiente comunicação que tem realizado das obras de sua administração.

Tudo com a também pública motivação do Legislativo (seis deputados estaduais e o presidente do Legislativo tem a cidade), do vice-governador e do governador que terminam por transformar uma disputa política municipal, numa questão de governo. Tudo muito explícito, sem qualquer disfarce. E, evidente, observado pela população que tem tendência (na filosofia) a ficar com o que considera mais fraco, injustiçado.

Um equívoco político surpreendente: estão transformando Joaquim Maia em vítima o que não é a estratégia que poderá trazer melhores resultados a Otoniel. No caso dele superar os problemas jurídicos que enfrenta de suas administrações anteriores que podem deixá-lo ilegível.

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