O senador Irajá Abreu (presidente regional do PSD) disse nesta segunda ao Política & Acessórios que vê como natural a incorporação do PSDB ao PSD no âmbito nacional.
Para o senador, se ocorrer, seria coerente com a relação entre os dois partidos no Estado. Para ele, já existe sinergia e relação amistosa entre os quadros dos dois partidos.
Já o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, avalia como inviável a extensão da fusão ao Podemos. “Não posso afirmar que a nacional está tratando do assunto”. Mas entende ser difícil porque o PSD seria muito grande, levando problemas para o Podemos nos Estados.
Como Política & Acessórios havia noticiado, é anunciada para fevereiro uma discussão partidária que pode mudar a composição de forças políticas no Estado e no país: a fusão do PSDB/PSD/Podemos/MDB. A mais adiantada e encaminhada seria a do PSDB/PSD.
O quarteto pode juntar no Estado Cínthia Ribeiro, Eduardo Siqueira, Alexandre Guimarães e Irajá Abreu. Não pouca é coisa para um partido. Inclusive os problemas de acomodação de comandos.
O assunto emergiu no final de semana. E sugere também conversações com o Republicanos, de Wanderlei Barbosa.
É provável que o Podemos (um partido quase familiar) não vai entregar o seu pote de ouro. E o MDB sua história de lutas. Ou o Republicanos (criado por uma igreja) vá deixar o campo bolsonarista.
Ainda que ficassem apenas PSDB e PSD já seria uma força e tanto. O PSD foi o partido que mais elegeu prefeitos no país no ano passado: 891. Somando os 276 tucanos totalizariam 1.167 prefeitos no país. No Estado, apenas cinco deputados e quatro prefeitos.
Os dois partidos tem juntos 55 deputados federais e 16 senadores. E de fundo eleitoral (considerando os valores de 2024), o montante de R$ 567 milhões.
Maior que os R$ 536 milhões do União Brasil. Só ficaria atrás dos R$ 886 milhões do PL e dos R$ 619 milhões do PT.


