No melhor da teoria hobbesiana de que não se considera uma conta correta só por que aprovada por muitos homens, o senador Eduardo Gomes (MDB) – líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Congresso – minimizou ontem ao blog as críticas ao orçamento sancionado pelo Palácio do Planalto, com cortes de R$ 3,1 bilhões, manutenção do fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões, emendas de relator de R$ 16,5 bilhões e outros R$ 1,7 bilhões para reajustes salariais do funcionalismo federal.
O Senador apontou que não vê grandes polêmicas no assunto. Na sua avaliação, os cortes seguiram a própria lógica de aprovação da Lei Orçamentária no Congresso Nacional. “ Os vetos, em grande parte, já se tinha a expectativa de que iriam ocorrer”, explicou o parlamentar. A maioria parlamentar congressista estadual votou favorável ao OGU.
Para ele, os cortes possibilitarão espaço para a política de reajuste que está represada desde o decreto e a PEC da Pandemia (Lei Complementar 173/20), com salários congelados até 31 de janeiro de 2021.
O líder do governo no Congresso salientou, entretanto, que o orçamento poderá sofrer ajustes no semestre, dependendo do desempenho da economia e que mudanças pontuais poderão ocorrer durante o exercício, muito embora seja ano eleitoral.


