Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Sem rio e sem dinheiro da conta de luz. No JTo desta quarta

30/06/2021 551 visualizações

 

O cidadão é mesmo manejado pela sociedade política e grupos empresariais. Quando desfiguraram o rio Tocantins para construírem a hidrelétrica de Lajeado, FHC, ACM e tantos outros fizeram companhia a Siqueira Campos no uso de retórica inflamada ali no Espaço Cultural, propalando que agora sim teríamos energia em abundância, barata e perene contra as oscilações da Celtins.

Era mais um pedaço do sonho “tocantinense”, quase libertador. Mas curiosamente a hidrelétrica foi denominada Luiz Eduardo Magalhães, um político baiano que não tinha nada acrescentado ao Estado e sua história.

Os mais antenados tinham conhecimento que a hidrelétrica de Lajeado já fora planejada pela Eletronorte anos antes da criação do Estado. Lá no período dos governos militares, estudos feitos pelo governo federal. Faltava uma licitação e empresários dispostos a investir grana por aqui. Nada que Antônio Carlos não pudesse ajudar com os amigos baianos.

Hoje o Estado paga a quinta maior tarifa de luz do país. Apesar de produzir, com três UHEs no mesmo rio Tocantins 2 mil e 400 megawatts de energia limpa. Numa extensão de cerca de mil quilômetros de rio Tocantins, a população tem que se contentar com alguns poucos metros de beira de água corrente.

O reajuste autorizado pela agência reguladora ontem, pretextando diminuição dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, é situação, assim, não informada aos moradores do Estado quando da desapropriação do rio que pudesse ser enfrentada mais tarde.

Tampouco que a energia gerada seria comercializada em leilão no Sul maravilha, levando a uma situação curiosa: compra-se lá fora a energia produzida por aqui. Coisa de economês com pitadas de burocracia capitalista malandra. Mas os políticos continuam o macete de que temos hidrelétricas, para nos apresentar a idéia de pertencimento.

 

 

Leia mais:https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/sem-rio-e-sem-dinheiro-da-conta-de-luz-1.2276248

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