No Brasil prosperam algumas coisas fantásticas. A Lei Orçamentária do governo federal (em tramitação no Congresso) prevê para 2020 que a União gastará 98% de suas receitas com despesas obrigatórias de salários do funcionalismo e aposentadorias e pensões. Ou seja: vai ter que cortar em algum lugar para manter saúde e educação pelo menos.
No entanto, o mesmo projeto disponibiliza para gastos nas eleições municipais de 2020 (prefeitos e vereadores) a bagatela de R$ 2,5 bilhões. Não se está falando de recursos para a Justiça Eleitoral. E sim para partidos e candidatos.
O valor é 47% a mais que os R$ 1,7 bilhão das eleições do ano passado (deputados, senadores, governadores e presidente). Deputados e senadores, entretanto, não estão satisfeitos com os R$ 2,5 bilhões alocados no orçamento de 2020: querem elevar o valor para R$ 3,7 bilhões. Ou seja: 117% acima do valor gasto em 2018.
Como são partidos, deputados e senadores que aprovam as leis que os beneficiam, os R$ 3,7 bilhões podem até ser objeto de negociações. Se prejuízo de que se o presidente vetá-los, deputados e senadores podem derrubar o veto e promulgar os R$ 3,7 bilhões para suas campanhas eleitorais.
E aí você já viu.


