Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Segurança pode fazer votos de Eli migrarem para Cínthia. Candidatura do deputado federal segue adernando sem retorno!!!

luizarmandocosta 22/10/2020 307 visualizações

Se já haveria pouca probabilidade que pudesse vencer as eleições com intenção na casa de um dígito, o deputado Eli Borges pode estar, agora, fora da disputa. Os problemas com agência de publicidade por falta de pagamento (ontem no horário eleitoral repetiu o programa anterior) a três semanas das eleições dizem muito de sua candidatura.

E adiciona um elemento a mais na contradição conceitual entre a teoria e prática nos componentes da majoritária, que para negá-la seria apostar na anomia de princípios sobrepondo-a à adequação das normas. Não há mais volta que produza os resultados buscados.

Transcorridas mais de dez horas (uma eternidade numa campanha de 45 dias) da informação da dívida, da dispersão dos empregados da agência de propaganda e da saída do apoio do governo por alegado não cumprimento de compromisso firmado pelo deputado federal (licença na Câmara dos Deputados para posse de Lázaro Botelho), o candidato do Solidariedade não refutou uma linha do que veio a público. Uma explicação nesta quinta não vale mais nada.

Uma negociata consentida pela classe política. Seria como se aceitasse legalidade no eleitor vender seu voto. No caso, o governo (que é do eleitor) teria aceitado apoiar o deputado por um cargo de deputado federal. Um pagamento adiantado como o eleitor faz ao candidato nas urnas. O aceite de Eli Borges (caso tenha ocorrido) não seria eliminado com a negativa de cumpri-lo. Expôs, na verdade, outra qualidade: não aderência a acordos políticos, indispensáveis na categoria.

A frente de batalha já está sendo a divisão dos seus votos. Algo próximo de 10 mil (na última pesquisa divulgada/Vetor/Fieto-considerando os mesmos 25% de nulos/brancos/abstenção de 2016). Menos, estatisticamente, que os 16 mil que obteve para deputado federal em 2018 e também dos 40 mil de Cínthia (pela mesma pesquisa de 20 de outubro/última terça) pela reeleição.

A lógica aponta que, na dúvida, as pessoas fazem opção por segurança. O eleitor, regra geral, escolhe não perder o voto. E isto o direciona distanciar-se do inseguro e aproximar-se do mais constante. Algo que o eleitor deve estar exercitando diariamente apenas comparando os programas eleitorais e a obra física dos candidatos.

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