O governo deve publicar até sexta o balanço do primeiro quadrimestre de 2023. Os números apontam que será melhor do que o 3º quadrimestre de 2022. E muito acima dos governos que o antecederam.
A administração faz o dever de casa: gasta menos e arrecada mais. Segue amortizando passivos herdados de administrações anteriores. E fazendo o triplo dos investimentos de dois anos atrás.
Era de se imaginar que Wanderlei Barbosa e seus auxiliares estivessem a capitalizar o desempenho, mastigando-o à população para transformá-lo em apoios político, relevante que é o resultado.
E acostá-lo nas ações do governo. Algumas elencadas por Wanderlei naquela inadequada e inoportuna coletiva no HGP no dia do aniversário da Capital: a ampliação de leitos do HGP, a vontade política de construir o Hospital Municipal e que foram engolidas pela forma e conteúdo da improvisação de sábado.
O amadorismo político de auxiliares políticos do governo sugere que ele segue malhando ferro frio: alimentando uma crise política com a prefeitura da Capital sobre assunto já decidido pela Justiça: a responsabilidade da crise é da Secretaria de Saúde.
E a Justiça não está de todo errado: na manhã desta segunda o IntegraSaúde do governo registra 56 pessoas na lista de espera da Regulação. São 36 na fila dos leitos clínicos e 20 nos leitos cirúrgicos.
Mas (no mesmo IntegraSaúde) no HGP uma taxa de ocupação de apenas 86%. São 394 leitos e apenas 337 leitos ocupados. Ou seja, 47 leitos vagos.
Dos 44 leitos contratados na rede hospitalar da Capital (Osvaldo Cruz, Sinai, Cuidare e Medical Center), apenas 24 leitos estariam ocupados.
De outro modo: para aqueles 56 pacientes encaminhadas pelas UPAs de Palmas e do interior, haveriam na Capital 57 leitos disponíveis. Ou seja, não haveria fila. Pelo contrário, uma vaga disponível de sobra. É claro que os números são sazonais, ora caem, ora aumentam, mas é o indicador do governo.
Mas o secretário Afonso Piva deve ter outra contabilidade paralela, outro princípio administrativo de saúde pública.


