Poucos deputados compareceram à audiência pública nesta terça sobre as aplicações dos recursos da saúde no Estado. Se tivessem ido, poderiam ter tirado suas dúvidas os poucos oposicionistas a Mauro Carlesse ou se armariam de argumentos os que já defendem o governo.
Um dos dados relevantes: o governo aplicou no ano passado R$ 347 milhões no atendimento de saúde pública a mais do que o exigido pela Constituição. Para uma obrigação constitucional (12%) de R$ 867,9 milhões, o Palácio Araguaia investiu o montante de R$ 1 bilhão e 214 milhões (16,79%).
Não é, evidentemente, demonstração de que o governo estivesse tratando com menor importância o serviço de saúde pública. O dado é realçado pela redução da mortalidade infantil que caiu – segundo o secretário Luiz Edgar – de 14,47% (1º quadrimestre/2019) para 11,40%/3º quadrimestre/2019).
Aumentou, também, o número de nascidos vivos: índice passou de 68,23% para 70,35%, assim como diminuiu o índice de gravidez na adolescência, que saiu de 19% (1º quadrimestre/2019) para 18,81% no 3° quadrimestre. E elevou de 75% para 85% a cobertura no atendimento à atenção básica.
O Secretário ainda dissipou dúvidas do deputado Elenil da Penha, do MDB, sobre valores pagos pelo ITPAC ao governo para que seus estudantes de medicina façam estágio profissional nos hospitais públicos. O ITPAC pagaria (conforme o Secretário) R$1 milhão e 350 mil mensais. Com o dinheiro, conforme o Secretário, o governo pagou as cirurgias eletivas no ano passado.


