O secretário de Comunicação do governo, Márcio Rocha, iluminando o setor no governo e na campanha de Wanderlei Barbosa: fez nesta manhã, como me chegou, uma caça às bruxas na Secretaria da Fazenda e Planejamento atrás do servidor que tivesse vazado ao blog o desempenho fiscal do governo (ver post ao lado). Antes, uma colocação: informações de governo são públicas, existe uma lei de transparência.
Mais:1) o leitor do blog sabe que este portal não precisa de “assessores” no governo (nem neste nem em governos anteriores fez uso do expediente) para enxergar os números da execução orçamentária, coisa que o Secretario deveria também estudar diariamente, como o faz este blog, mas entendo, dá muito trabalho;2) o desempenho fiscal positivo do governo é, como lógico, notícia que qualquer candidato gostaria de dar à população, em meio a acusações diversas e de vários adversários concorrentes. Para o bem de Wanderlei, a campanha está chegando ao fim.
Mas o Secretário prefere focar num suposto vazamento a dois dias das eleições de números que, pasme-se..., favoráveis ao seu chefe e candidato. A caça às bruxas de Márcio, na verdade, certifica e dá dimensão as posições do blog sobre o marketing de campanha de Wanderlei (favorecendo a tese chinfrin de que o blog seria contrário ao governo e ao candidato) que se não tivesse uma história (e um desempenho como demonstra a execução orçamentária que o Secretário desconhece) já estaria derrotado.
Uma proposição que colocaria Rasputin no chão. Aliás, não é a primeira incursão assemelhada do Secretário, que é jornalista, com veículos de comunicação, tratando-os como concorrentes. Evidente que, racionalmente, fora outra a dimensão do raciocínio, o governo estaria fazendo o contrário: disseminando ao Estado a informação positiva fundada em números públicos.
Se conhecesse um pouco de principios filosóficos, o secretário estaria executando, com servidores das Secretarias, a máxima napoleônica de que "traidor" seria apenas uma questão de horas, dado que o balanço deve ser públicado esta noite quando, a partir daí, não seria mais traição ou vazamento.
E como a propaganda eleitoral já está proibida desde ontem, teria o Secretário apenas o sábado para acionar os marqueteiros de campanha (para disseminar a informação a lideranças), numa mistura entre governo e candidatura muito explícita no setor de comunicação nos últimos dois meses. Ou a Secretaria de Comunicação iria deixar a informação para depois das eleições? Ainda que números já públicos.
E isto quando tem, a campanha, que administrar as denúncias dos candidatos do PSB e do PSD de contratação de influenciadores para a campanha de Wanderlei que, mesmo não se confirmando, já causou prejuizos à campanha.
Coisa que a pressão nas secretarias por vazamento expõe hieraquia de comando.


