Não é o melhor dos cenários o clima vivido pelos secretários e demais auxiliares da prefeita Cínthia Ribeiro. Pelo menos seis deles avaliaram ao blog (sob anonimato) que reina insegurança na equipe sobre continuidade nos cargos.
É um misto de incerteza e mágoa. Incerteza porque não são informados (a três dias da nova administração) do seu destino e mágoa porque acreditam terem sido peças fundamentais para a reeleição da prefeita.
Ou seja, a prefeita foi reeleita porque teria realizado um trabalho reconhecido que não seria possível sem os atuais auxiliares. A dúvida pode ser apenas um fantasma, tomando-se como raciocínio que se fosse demitir secretários já os tivesse comunicado, ainda que pudesse fazê-lo ad nutum.
Não seria afinal a melhor forma comunicá-los no dia (ou na véspera). Pode-se até fazê-lo mas certamente a estratégia levaria à prefeita a possibilidade de transformar aliados em desafetos por simples inadequação de tratamento.
Cínthia já disse em reunião com secretários que faria uma pequena reforma. Demitiu alguns auxiliares, exonerou servidores ligados a vereadores de oposição e tudo indica tem dado impulso a que um grupo que lhe é próximo para desenhar uma reforma onde seriam, inclusive, agrupadas pastas com funções afins.
Como é notório, a prefeita administrou os últimos três anos sem apoio de uma base na Câmara. Enfrentou a reeleição apenas com trabalho nas mãos sem alianças políticas de sustentação. No que foi indiscutível a atuação dos auxiliares.
Cínthia Ribeiro, conforme agentes políticos, não é dada a tomar decisões em grupo. A falta de sinalização, entretanto, gera arestas, combustível inevitável para alimentar o fogo amigo no Secretariado. A tal puxada de tapete dos que estão dentro por aqueles que estão de fora querendo entrar.
É provável que a prefeita, agora com uma nova Câmara Municipal, tenha em mente negociação de apoios políticos que envolvessem cargos. Um direito tão legal quanto legítimo. O problema é a troca levar soma negativa ao Paço.


