Regra geral as pessoas refutam números de pesquisas eleitorais dependendo da posição em que se encontram. Não é diferente com a Vetor/Fieto publicada ontem. Ainda que, é possível deduzir, a entidade não fosse jogar na lama seu prestígio institucional para direcionar votos a candidatos mais alinhados com o setor.
Se os apoios são democráticos, alterar realidades com números questionáveis não seria a melhor política empresarial. Empresário vive de investimentos/capital/dividendos que não podem ser submetidos a humores afetivos ou oscilações ideológicas.
Aquele que já operou em campanhas eleitorais (a maioria dos políticos e marqueteiros em ação) sabe perfeitamente que pode-se direcionar votos com pesquisas. E direcionar pesquisas administrando critérios.
Mas é uma manipulação que exige proximidade da realidade encontrada. Exemplo: se uma pesquisa encontrar que Jair Bolsonaro ganha no primeiro turno, pode jogar na lata de lixo porque não há correspondência com a quase unanimidade dos números encontrados pelos institutos de pesquisa do país. Nem com as ruas.
Pois bem: a Vetor/Fieto mostra que Wanderlei Barbosa agora tem 59% das intenções de voto. Quatro pontos percentuais acima dos 55% da última pesquisa Vetor/Fieto (31 de agosto). Fosse hoje, venceria no primeiro turno.
Comparando com a pesquisa IPEC/Globo de 23 de agosto, os 19% de Ronaldo Dimas agora (até então principal adversário de Wanderlei) da Vetor Fieto não estão distantes dos 17% dele (Dimas) no IPEC há menos de um mês nem dos 23% do ex-prefeito de Araguaina na Vetor/Fieto de 31 de agosto.
Wanderlei, por exemplo, na IPEC de 23 de agosto tinha 40% e na Vetor/Fieto de uma semana depois registrava 55%. Uma diferença considerável mas defensável com a redução dos preços dos combustíveis no Estado e sua conexão inescapável com a decisão do Palácio Araguaia de, até então, reduzir o ICMS e não ajuizar ação no STF contra as novas alíquotas..
O crescimento de Wanderlei se dá quando Ronaldo Dimas caiu de 23% para 19% das intenções de voto. Dimas viu sua rejeição subir de 6% para 7%. Na terceira posição, o senador Irajá Abreu ganhou um ponto percentual na estimulada (de 9% para 10%) mas não regrediu sua rejeição de 15% no período.
Já Paulo Mourão manteve os seus 9% de intenções de votos, mas viu acelerar sua rejeição, de 10% para 15%, É, disparadamente junto com Irajá, os dois mais rejeitados pelo eleitor conforme a Vetor/Fieto.


