Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se valer o escore da Alemanha contra o Brasil na Copa, Mauro Carlesse e Wanderlei podem mandar cortar um terno novo!!!

08/05/2021 437 visualizações

O 7 a 0 do Tribunal Superior Eleitoral mandando para a lixeira as acusações do Ministério Público Eleitoral contra Mauro Carlesse/Wanderlei Barbosa esta semana açulou a oposição ao Palácio Araguaia mais que o próprio desempenho fiscal da atual administração. Um erro grave de cálculo. Tipo o 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil em 2014. Técnica eficiente e disciplina versus retórica improdutiva e sem foco.

Talvez porque estimassem exitosa a denúncia do Ministério Público, dando mais relevância legal às aventuras processuais dos procuradores do que as regras, flagrantemente atacadas pela corrente lavajatista. Contava-se até dias para a queda do Governador.

Expostas as agressões ao estado de direito e a parcialidade do grupo de juízes e procuradores de Curitiba que elaborou crias por todo o país, o processo volta ao eixo.

E nele, não haveria, do ponto de vista eleitoral, como Mauro Carlesse pudesse ser cassado, obrigando a Justiça a realizar uma terceira eleição em três anos, antecedendo uma quarta daqui a um ano e meio.

Um processo eleitoral a cada ano, no quadriênio, a um custo unitário de R$ 13,5 milhões (valor cobrado de Marcelo Miranda pela JF pelas eleições suplementares).

A oposição, agora, terá que mirar-se na política. Recuperar o tempo perdido requer, por outro lado, mais que vontades eleitorais. Como é notório, Mauro Carlesse foi tomado pela maioria das lideranças tradicionais como alguém que ele não é.

Ao subestimá-lo, os feudos políticos do Estado deixaram-no livre para administrar e ele o fez de forma mais eficiente que seus antecessores.  Auxiliado, com efeito, pela deficiência da massa crítica e de fundamentos dos seus próprios adversários.

Os números são públicos, estão lá na Secretaria do Tesouro Nacional. Deve fechar o primeiro quadrimestre abaixo do limite prudencial (salários) e encerrou o primeiro bimestre com um resultado orçamentário de R$ 580 milhões e um resultado primário de R$ 562 milhões. Ambos o dobro do primeiro bimestre de 2020. Aumentou as receitas no período de janeiro e fevereiro/2021 em 15% e as despesas em 4% contra uma inflação bimestral de 1,1%.

De forma que os prováveis cinco candidatos da oposição ao governo que já se mostram no cenário, enfrentarão dificuldades. A primeira é a administração de vaidades na definição de chapas que podem dividir os votos.

E a segunda, mais relevante, é o balanço da administração Mauro Carlesse que só não atingiu ainda o consciente popular porque a população ainda não fez a ligação entre desempenho fiscal e o seu dia-a-dia. Aliás, promessa de todos os governadores (parlamentares e candidatos) que passaram pelo Palácio (ou o disputaram) e só atingida pelo governo Mauro Carlesse.

Até mesmo em meio a uma pandemia, onde o Estado, se registra, em termos relativos, um dos cinco maiores coeficientes de contaminação do país, tem, por outro lado, um dos menores coeficientes de mortalidade. De outro modo: o sistema de saúde funcionando em índices superiores ao número de contaminados.

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