Domingo, 24 de Mai de 2026

Se prefeitos da base palaciana levarem adiante o movimento voluntário deflagrado no Sudeste de carregar Dorinha, a Senadora pode levar a dianteira com apoio estimado de 74% dos municípios e 70% dos eleitores

24/05/2026 159 visualizações

Depois do Sudeste, os governistas apostam no Sul neste domingo (cavalgada) para colar Wanderlei Barbosa (seu governo e popularidade) à senadora Dorinha Seabra.

É uma engenharia que tem prazo determinado para exaurir-se: 4 de julho. A partir daí, Dorinha não poderá participar de inaugurações e ao governo é vedado nomear, exonerar ou contratar.

Wanderlei tem popularidade na faixa dos 70%. Se não conseguiu transferir votos em 2024 (eleições municipais) a própria eleição de Dorinha (2022) atesta seu desempenho de transferência nas eleições estaduais.

O grupo governista tem recebido sinais que considera alentadores nos últimos dias: um movimento voluntário de prefeitos em favor da candidata do UB.  

Esse movimento poderia  suprir a lacuna das restrições eleitorais de agenda de Wanderlei com a Senadora.

Aconteceu no Sudeste e é esperada igual manifestação com prefeitos do Sul hoje em Gurupi.

No popular, os prefeitos da base do governo teriam decidido carregar Dorinha. Substituir Wanderlei (e o governo) na responsabilidade sobre o piano e o andor.

Não é uma boa notícia a Vicentinho Jr e Laurez Moreira. Os partidos aliados do governo comandam 74% dos municípios do Estado.

Somados, cerca de 70% dos 1,171 milhão de votos nominais (TRE/maio/26).

Pode haver deserções, claro, mas é  número e movimento que não deveriam ser negligenciados. Voluntário, mais ainda, posto impulsionado pelos afetos.

É uma linha que, não interceptada, pode definir não só rumos. Mas a eleição. Uma mera equação matemática. Senão vejamos.

A pré-campanha exibe um campo de batalha com viés nítido: o confronto do uso das redes sociais com a política tradicional de mobilização.

Num Estado de eleitorado conservador, os influenciadores seriam os vaqueiros de votos. Deolane Bezerra que o diga no bem ou mal que realizam.

Não é por acaso que o primeiro preponderasse no marketing na pré-campanha de Vicentinho Jr e a segunda estratégia prevalecesse na de Dorinha.

Vicentinho Jr indiscutivelmente conduz a sua campanha. Dorinha é conduzida.

O primeiro destaca sua jovialidade com todos os arroubos da idade, veloz como a flecha de um comanche. A segunda movimenta-se mais prudente e devagar.

O candidato do PSDB (na primeira disputa majoritária) é, como notório, ainda refratário a determinadas sugestões (até do pai, ex-senador) que Dorinha (na segunda disputa majoritária) acata.

É mais assertivo e independente. A outra mais devagar e dependente.

Dorinha tem escolhido seguir Eduardo Gomes, Wanderlei Barbosa, Carlos Gaguim, Sandoval Cardoso ou Eduardo Siqueira, que tem a experiência de diversas majoritárias nos costados.

Apesar da reconhecida liderança nacional (preside uma das maiores e mais relevantes comissões do Senado) e relatoria de projetos nacionais no Congresso.

Uma posição que não é derivada de fragilidades políticas. Menos ainda de medo e submissão.

É um enquadramento sobre o qual deveriam ocupar-se seus adversários.

E não os likes de engajamento que buscam com a estratégia de campanha em curso.

 

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