Deputados e senadores do Estado, como de praxe, passam a largo dos problemas do Estado e da nação. Há consequências.
A maioria da bancada estadual (atual e eleita) é, indiscutivelmente, bolsonarista. Ou seja, responsável pela situação que está colocada no país.
Discute-se como o presidente eleito irá fazer para encontrar recursos necessários a cobrir o rombo a ser deixado pelo atual presidente.
O mais grave deles: a diferença dos R$ 405,00 que o governo atual colocou na Lei Orçamentária de 2023 e o valor de R$ 600 pago, atualmente, no Auxílio Brasil.
Deputados e senadores do Estado calaram-se como em silencio inda estão sobre o assunto, como se não dissesse a eles a responsabilidade ou falya dela..
No Estado, o Auxílio Brasil atende 146 mil famílias com a bolsa de R$ 600,00. Isto dá um custo mensal de R$ 87 milhões.
Se deputados e senadores não mudarem o orçamento e deixarem o auxílio em R$ 400 (como proposto na PLOA) o corte nos benefícios no Estado alcançará a cifra de R$ 29,2 milhões no bolso de quem já não tem nada.
Ou seja, o governo federal irá beneficiar os cadastrados no Auxílio Brasil no Estado com apenas R$ 58,4 milhões (146 mil X R$ 400) contra os atuais R$ 87 milhões.
Essa evasão terá que ser minimizada no Estado pelo governo. Ocorre que o Palácio colocou na LDO (uma inovação elogiável) o montante de R$ 215 milhões (2% da RCL) para assistência social.
Isto levaria a apenas R$ 17,9 milhões mensais. Insuficiente para cobrir o rombo de R$ 29 milhões mensais no Estado no Auxílio Brasil deixado por Bolsonaro (e seus deputados e senadores).
Mas eles não estão nem aí e continuam com sua cara de paisagem de sempre.


