A contenção de gastos determinada pelo governador Wanderlei Barbosa no final de agosto, se mantida, pode levar a administração a superávit no final do exercício. E Wanderlei poderá amplificar que deixou dinheiro em caixa.
A medida, entretanto, teve seu impulso político. Estudo a que o blog teve acesso demonstra que mesmo antes do decreto, o governo havia feito o acerto com a suplementação orçamentária de R$ 2,6 bilhões.
O teto orçamentário passou de R$ 19,5 bilhões para R$ 22,1 bilhões.
Como ele empenhou de janeiro a junho R$ R$ 11.268.614.878,50, teria executado 104,04% da dotação inicialmente prevista. Gastou mais do que devia.
Alterando o teto orçamentário para R$ 22,1 bilhões, teria gasto apenas 91,79% da dotação. Ou: fez despesas menos do que o autorizado.
Aplicando as receitas, tem-se superávit. O governo arrecadou de receitas de janeiro a junho a soma de R$ 11,574 bilhões. Um superávit (receitas-despesas) de R$ 306 milhões.
Com isto – segundo estudos técnicos – o governo teria, com o superávit, caixa para liquidar os restos a pagar e finalizar o exercício sem deixar passivos descobertos.
Bastaria manter a prudência financeira do custeio do primeiro semestre.
Diferente de administrações anteriores que fecharam deficitárias. E com restos a pagar a perder de vista.


