Sábado, 24 de Out de 2026

Se jacobinos bolsonaristas que disputam espaço com o Jair mirassem na história do deputado federal e médico Doutor Chiquinho, que faria 150 anos amanhã, o Estado seria outro!! Confresa é também aqui!!!

10/09/2022 813 visualizações

O 11 de setembro (amanhã) marca a violência do terrorismo político e religioso, com o assassinato de mais de três mil pessoas nos Estados Unidos, vítimas do atentado fundamentalista islâmico da Al Quaeda, comandada pelo multimilionário Osama bin Laden.

O 11 de setembro no Tocantins marca também, em 2022, os 150 anos de nascimento do médico e deputado federal Francisco Ayres da Silva. Escrevi, há duas décadas, uma reportagem no Jornal do Tocantins sobre os 130 anos de nascimento do médico. Conheci sua casa, seus quartos, sua cozinha, sua biblioteca, seus livros e entrevistei filhos, irmãos e netos.

Na Câmara ainda tramita (repousando em alguma gaveta) projeto para denominar a Belém-Brasília (BR-153) com seu nome, sem qualquer ação dos parlamentares do Estado. O projeto é de autoria do então deputado federal Siqueira Campos que, já no governo, interpôs resistência a dar-se o nome de Francisco Ayres ao HGP. Foi encurralado pela história, caso contrário daria o nome, pode se avaliar, àquele que diz ser do seu pai, Pacífico Siqueira Campos como deu à mãe, Regina, o nome do Hospital Maternidade estadual.

Francisco Ayres foi o responsável a trazer o primeiro veículo e a primeira geladeira à então região Norte de Goiás. Trouxe o veículos do Rio de Janeiro, atravessando o sertão baiano. E o primeiro rádio alimentado a baterias vindas de Belém (em Porto só foi ter energia na década de 40).

Doutor Chiquinho (como era conhecido) medicava de graça. Como deputado, conseguiu também alocar recursos para a demarcação da ferrovia Norte/Sul ( que era um misto do traçado da Norte/Sul  atual e a ferrovia Leste/Oeste), saindo da Bahia e chegando em Belém. Isto no início do século passado. A ferrovia só sairia do papel em 1.996.  Muito embora Jair Bolsonaro tenha discursado ontem em Araguatins que irá inaugura-la ainda este ano.

Rompeu com o governo federal em sinal de protesto porque os recursos da Norte-Sul teriam sido direcionados às comemorações do centenário da Independência(1922), inclusive adaptações e reformas físicas para recepcionar a realeza européia que participaria das comemorações. 

Tem-se aí, portanto, dois exemplos de política. Um do bem e outro do mal. Era de se imaginar que, tendo na sua história, políticos do caráter de Francisco Ayres, depois de criado, o Tocantins não fosse “tocado” por uma sociedade política com os traços da intolerância como aquela que se une a um presidente que impulsiona o país, todos os dias, à guerra civil.

Com efeito, enquanto ontem o pais condenava mais um assassinato de um lulista por um bolsonarista em Confresa (MT), os jacobinos (parlamentares e líderes) do Estado disputavam, a tapa, um espaço (ou uma imagem) ao lado de Jair Bolsonaro que mandava, em Araguatins, varrer o PT para a lata de lixo.

Depois de, dois dias antes, nos 200 anos de independência, pregar a extirpação da oposição, causa de que os crimes em Confresa (e em Foz do Iguaçu há dois meses), em larga medida, são, indiscutivelmente, consequência.

Se a distância de Confresa a Palmas é de 578 km (8h30 de carro) e Araguatins (palanque de ontem no Bico) situa-se a 610 km de condução da Capital do Tocantins, os jacobinos bolsonaristas,  como se nota, estariam mais próximos dos crimes do que da retórica palanqueira da intolerância. Ainda que ambos se completassem.

A mesma Confresa ali depois de Caseara, Santana do Araguaia e Vila Rica, que enriqueceram pilotos antes da criação do Tocantins. Alguns deles aí nas campanhas eleitorais ao lado do imbrochavel Jair.

O silêncio dos não-inocentes jacobinos imbrocháves contrasta, portanto, com a história política do Tocantins antes de sua criação. Um desvio imensurável para um Estado que segue com 55% na pobreza e extrema pobreza, um milhão dependentes de esmola oficial, enquanto o poder público administra R$ 11 bilhões (originários do contribuinte) por ano.

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